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UFF - Universidade Federal Fluminense

Abertura da Temporada 2019

Sessões:
17/03 (Dom) 10:30

 

Iniciamos a Temporada 2019 da OSN UFF destacando o grande homenageado do ano, Claudio Santoro, cujo centenário será celebrado por todas as importantes instituições musicais do Brasil. No programa de hoje, Santoro está na companhia de dois grandes compositores do século XX, com os quais sua história pessoal e sua música experimentaram vários encontros.

Um dos mais polivalentes músicos brasileiros do século XX, Santoro foi intérprete virtuose, regente e professor, mas foi principalmente como compositor que se tornou uma das maiores referências da música brasileira. Com ampla atuação internacional, foi homenageado no Brasil e em países como Alemanha, França, Bulgária e Polônia.

Nascido em Manaus, logo surgiu como menino prodígio ao violino. Aos 16 anos de idade veio ao Rio de Janeiro para seguir com seus estudos musicais no então Conservatório de Música do Distrito Federal. Em 1940, iniciou sua formação em composição com Hans-Joachim Koellreutter, quando este era recém chegado ao Brasil como exilado em fuga do regime nazista. Na companhia de Guerra-Peixe e Edino Krieger – também frequentadores dos cursos de composição de Koellreutter – foi membro do grupo Música Viva, responsável pela divulgação da música de vanguarda européia na época. Indicado por Charles Munch, foi à França como bolsista do governo francês em 1947 e estudou composição com Nadia Boulanger. Transitou por várias estéticas, com influências de Paul Hindemith e do serialismo de Arnold Schoenberg, para mais tarde pesquisar a cultura popular brasileira e também encontrar sua própria expressão do nacionalismo musical na década de 1950, influenciado por fatores emocionais, filosóficos, estéticos e políticos.

Por afinidade com as ideias marxistas teve contato com artistas do bloco soviético e, no ano de 1954, passa uma temporada regendo orquestras nos países socialistas. Em 1956 rege a sua Quarta Sinfonia em Moscou, recebendo na plateia os aplausos entusiasmados de Aram Khachaturian. Em 1957 retorna para o II. Congresso de Compositores de Moscou, onde rege sua Quinta Sinfonia e assina contrato para a edição de suas obras na União Soviética.

Khachaturian, de origem armênia e nascido em Tbilisi, na Geórgia, foi jovem a Moscou após a anexação do Cáucaso pela União Soviética. Apesar de iniciar tardiamente seus estudos formais em música aos 19 anos, tornou-se um dos maiores compositores do período soviético e experimentou grande sucesso em vida. Seus balés Spartacus e Gayane rapidamente foram incorporados ao grande repertório do balé internacional. É considerado um tesouro cultural da Armênia e, assim como Santoro e Krieger, buscou também referências na tradição musical popular de sua origem cultural para compor suas obras. Exuberante no colorido da harmonia e na orquestração, sua música apresenta grande riqueza rítmica e um certo exotismo melódico aos ouvidos ocidentais. A Suíte Masquerade deriva da música incidental escrita para a peça homônima de Mikhail Lermontov.

A Passacalha para o Novo Milênio abre este programa em caráter de elisão. Simultaneamente inaugurando as homenagens a Santoro, o concerto finaliza o ciclo de homenagens feitas pela OSN a Edino Krieger por ocasião da comemoração seus 90 anos com o lançamento do CD gravado em 2018.

PROGRAMA

EDINO KRIEGER (1928)

Passacalha para o Novo Milênio (1999)

 

ARAM KACHATURIAM (1903 – 1978)

Suíte Masquerade (1941)

  1. Valsa
  2. Noturno

III. Mazurca

  1. Romanza
  2. Galop

 

CLAUDIO SANTORO (1919 – 1989)

Sinfonia no 5 (1955)

  1. Andante mosso – allegro moderato
  2. Allegro molto assai

III. Lento (tema com variações)

IV. Moderato – allegro vivo

 

TOBIAS VOLKMANN
Maestro

Vencedor dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012 na Finlândia e no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013,   Tobias Volkmann vem atraindo atenção para interpretações consistentes tanto no repertório sinfônico quanto no teatro de ópera e balé. Com versatilidade e sofisticação Volkmann mostra-se à vontade em uma variedade de estilos, que se estende da interpretação historicamente informada da música do século XVIII às mais desafiadoras obras da música contemporânea, incluindo naturalmente o grande repertório romântico e a música brasileira em suas diversas vertentes. Desde 2016   na posição de principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, Tobias Volkmann foi maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2016 a 2018.

Em 2015 estreou na célebre sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR. Em poucos anos foi convidado a dirigir em concerto um grande número de orquestras europeias e sul-americanas, destacando-se entre elas a Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Sinfônica de Brandemburgo, Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica do Chile, Orquestra Sinfônica do SODRE, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica da UNCuyo - Mendoza, Orquestra Clássica da Universidade de Santiago, Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Compromissos futuros incluem a estreia com a Filarmônica de Pilsen, na República Tcheca.

No Theatro Municipal do Rio de Janeiro dedicou-se especialmente à ópera, às grandes obras coral-sinfônicas e ao balé, recebendo reconhecimento de público e crítica. Destaques recentes foram a ópera Un ballo in maschera e a Segunda Sinfonia de Mahler, escolhida pela imprensa carioca um dos melhores concertos de 2018.

Com a Orquestra Sinfônica Nacional trabalha principalmente a música dos séculos XX e XXI, em um enfoque particular na música brasileira, retomando assim a vocação inicial da orquestra para o registro fonográfico e a difusão do repertório sinfônico nacional. Sob sua direção musical a OSN gravou três CDs de música brasileira contemporânea. Sua discografia completa-se com Whisper, disco de música  brasileira gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica    de Brandemburgo.

Dedica à música contemporânea uma atenção especial, tendo realizado mais de vinte estreias nos EUA, na Alemanha, na Rússia, na Argentina e no Brasil.

Tobias Volkmann realizou sua formação com Ronald Zollman na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, complementando-a com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministradas por Kurt Masur, Jorma Panula, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti.

17 de março de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 - Icaraí, Niterói
Ingressos R$ 14 (inteira) | R$ 7 (meia)
Classificação: Livre
Informações: 3674-7511 | 3674-7512

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Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí – Niterói/RJ
344 lugares
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