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Música

“A Música do Tempo – do Sonho do Império ao Império do Sonho”

Na noite de 29 de agosto, no Cine Arte UFF, aconteceu o pré-lançamento do documentário “A Música do Tempo – do Sonho do Império ao Império do Sonho”. O longa recupera a trajetória do grupo de Música Antiga da UFF, que há mais de três décadas faz uma dedicada investigação acerca da música antiga, principalmente medieval e renascentista. A exibição, em avant-première, integrou as comemorações dos 35 anos do Centro de Artes UFF e teve uma sessão lotada pela comunidade universitária, cinéfilos, amantes da música e demais admiradores de um dos grupos mais expressivos e longevos dessa vertente artística.

Em 97 minutos, o documentário musical apresenta entrevistas com os componentes do grupo e praticamente todas as músicas do programa que dá nome ao filme, gravadas no Teatro da UFF, além de cenas de bastidores da gravação do concerto e incursões pelo Terreiro de Mina Pedra de Encantaria, no Maranhão, onde foram colhidas músicas para o repertório da apresentação. O filme também registra o encontro com o célebre cravista e maestro Roberto de Regina, que construiu o primeiro cravo brasileiro, nos anos de 1960. O repertório tem como tema a mística e a mitologia em torno do Quinto Império português e de Dom Sebastião, e inclui canções do tambor de mina maranhense influenciadas pelo Sebastianismo.

O mito de Dom Sebastião foi alimentado a partir do sumiço do Rei de Portugal e Algarves durante a batalha de Alcácer Quibir, no Norte de África, em 1578, que gerou uma crise sucessória na coroa portuguesa. Como o corpo jamais foi encontrado, criou-se a esperança de que o monarca, desaparecido aos 24 anos e sem descendentes, regressaria numa manhã de nevoeiro para salvar o país de todos os seus problemas. Para algumas vertentes populares, D. Sebastião não permaneceu apenas em seu país de origem. Dotado de uma grande força mística e do dom da ubiquidade, teria atravessado o Atlântico e aparecido encantado pelas terras do Maranhão.

“A Música do Tempo” tem direção e montagem do cineasta João Velho, responsável pelo núcleo de audiovisual do Ceart. A direção musical do filme é de Deivison Branco, violinista da OSN e chefe da Divisão de Música de Câmara, e Pablo Rossi, integrante da equipe do Centro de Artes, assina a assistência de direção, a fotografia e o design gráfico. A produção executiva é feita por Leonardo Guelman, superintendente do Centro de Artes UFF. A direção de arte e a concepção cênica são do prestigiado cenógrafo Ronald Teixeira, convidado especialmente para o projeto. O grupo Música Antiga da UFF é formado por Marcio Selles, Mario Orlando, Leandro Mendes, Lenora Pinto Mendes e Virginia Van der Linden.

O diretor do documentário destacou o pioneirismo dessa equipe e o papel da UFF na realização desse filme, uma vez que, segundo ele, a universidade abre, de forma afetuosa o espaço para seu corpo técnico, o que é um diferencial dentre as universidades. Para o vice-reitor da UFF, Antonio Claudio da Nóbrega, presente ao pré-lançamento, projetos como este filme se alinham ao projeto da universidade de produzir e difundir conhecimento por meio da arte e da cultura. Pensamento compartilhado pelo superintendente Leonardo Guelman, que adiantou que esse é o primeiro de muitos trabalhos que projetam o Centro de Artes para além da ideia de um centro cultural e o consolida como campo de pesquisa e extensão.

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