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Arte e Educacao

ACONTECEU – SEMINÁRIO ARTE, CULTURA E MEDIAÇÕES

O Seminário Arte, Cultura e Mediações trouxe a arte como mediadora de práticas pedagógicas, projetos interdisciplinares e experiências por meio dos binômios diálogos-trocas, afetos-vivências, educação-arte.

Em consonância com a proposta do Núcleo de Arte e Educação do Centro de Artes UFF, o evento vem trazer as possibilidades da arte como protagonista no processo de percepção e formação de sujeitos e subjetividades

O Seminário recebeu, em sua noite de abertura, Ana Mae Barbosa em uma conferência sobre Mediação Cultural, na qual levantou dois questionamentos sobre o tema: como se estabeleceu o vocabulário referencial e o que precisam os mediadores/educadores para o exercício pleno de sua função? Entre as possibilidades de respostas, mencionou Paulo Freire – “Educação é um processo de libertação, ninguém ensina nada a ninguém, troca”; esta ‘troca’, para ela, constitui uma das origens da mediação.

Tomando as discussões como base para a consolidação do Nucleo de Arte e Educação do Centro de Artes UFF, as considerações sobre a mediação entre arte e público são fundamentais. Nesse sentido, Ana Mae coloca que a mediação torna-se um instrumento auxiliar na capacitação do público e do próprio mediador, surgindo como um elo que se estabelece na pluralidade de sentidos presentes em uma obra de arte. A função do mediador, então, não seria convencer esse público, mas provocar seu olhar crítico.
As quatro interpretações que norteiam a mediação também foram abordadas na conferência: 1. Identificação – quando partimos de um conceito de arte como representação visual (mas provavelmente muito pouco usado); 2. Decodificação – arte como comunicação; 3. Reflexão crítica – arte como fato intelectual, histórico e cultural; e 4. Autodesenvolvimento – arte como experiência. Duas ou mais interpretações podem estar reunidas, ao mesmo tempo, no exercício prático da mediação.

Encerrando sua participação, Ana Mae afirma que os espaços culturais têm uma missão difícil para os dias de hoje: ampliar o número de visitantes e estimular sua percepção, sua imaginação e seu conhecimento.

O Seminário contou também com a colaboração de Luiz Guilherme Vergara, professor da UFF e diretor do Museu de Arte Contemporânea, e do Instituto TEAR (Centro de Formação, Estudo e Produção em Arte-Educação), que ficou responsável pelas oficinas e atividades lúdicas voltadas para alunos de escolas públicas do município de Niterói.

Com ações que proporcionaram a arte-educadores metodologias inovadoras e um aprendizado lúdico e transdisciplinar por meio de jogos teatrais, música, o cinas e brincadeiras, o TEAR transformou a tenda cultural do jardim da reitoria em um espaço de fazeres e saberes de brincantes e artistas populares.

Compuseram o Seminário sete mesas, no Centro de Artes UFF, e um Encontro Multissensorial, no MAC, reunindo grandes experiências e reflexões instigantes que deixaram indagações para projetos futuros. Nomes importantes da Arte-educação no Brasil revelaram pesquisas, projetos e processos que proporcionaram diálogos-trocas, afetos- vivências de múltiplas vozes debatendo e refletindo sobre mediações, práticas de curadoria e questões sobre territórios e contextos específicos. Em rodas de linguagens artísticas, processos formativos foram discutidos em relação as diferentes ações em artes, ligadas principalmente população de periferia urbana, com relatos de experiências em espaços formais e não formais, provocando reflexões e referências que merecem ser conhecidas, discutidas e ampliadas.

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