PERFIL

A Galeria de Arte UFF foi inaugurada em 1982 com o objetivo de divulgar e estimular a reflexão em torno da produção de arte contemporânea no Brasil. Ao longo de sua trajetória, foi premiada pela ABAPP – Associação Brasileira de Artistas Plásticos Profissionais como a melhor galeria cultural do Rio de Janeiro, em 1984.

Depois da reforma pela qual passou todo o Centro de Artes, a Galeria de Arte UFF volta a investir no que há de relevante na arte brasileira. Através de sua opção pela contemporaneidade, a galeria tem o objetivo de instigar o meio artístico e levar informação e conhecimento acerca da produção de arte contemporânea tanto para a comunidade acadêmica quanto para a população local.

RETROSPECTIVA

  • 1982
  • 1983
  • 1984
  • 1985
  • 1986
  • 1987
  • 1988
  • 1989
  • 1990
  • 1991
COLETIVA ARTISTAS DE NITERÓI
(O maior número de artistas plásticos da cidade reunidos numa coletiva)
Artistas: Adolfo, Aldenir Costa, Alex Alvarenga, Aluizio Valle, Ana Miguel, Andrea Karp, Arantes, Ayrton Seixas, Betzold, Candida Boechat, C. Moreira, Carlos Siqueira, Cavalcante, Celina Bonates, Celmo Rodrigues, Costa Filho, Deró, D. Sodré, Edison Manhães, Fernando Nunes, Fróes Arantes, Calizia Tagliaferri, Gavazzoni, Gustave Vanden Eynde, Helio Juliano, Hilda Campofiorito, H. Bonifácio, H. Cerqueira, Israel Pedrosa, Jardel, JM Diniz, Julius Görke, Lair Jacintho, Léa Campos, Leda Watson, Levy Menezes, Luiz Carlos Carvalho, Luiz Sérgio de Oliveira, Mauricio Alvarez, Miguel coelho, M. Eulálio, Ney Cardoso, Neyde Noronha, Paulo Braga, Paulo Henrique, Paulo Morgado, Paulo Rabello, P. Sodré, Pedro Vasquez, Picado, Quirino Campofiorito, R. Paragá, Sodré Filho, Solange Vigo, Thereza Brunnet, Tolentino, Tristão, Versiani, Vicente, Willi, Zalmir, Zaluar.
Período: 14 de agosto a 13 de outubro de 1982
Patrocínio: FUNARTE
IV SALÃO ESTUDANTE DE NITERÓI
(Para estudantes da 8a série do 1o grau, 2o grau e universitários)
Comissão de Seleção e Premiação: Julius Gorke, Ayrton Seixas (artistas plásticos) e Alfredo Dolcino Motta (professor)
Artistas: 60 selecionados de 101 inscritos.

Período: 21 de outubro a 19 de dezembro de 1982
Colaboração: Aliança Francesa de Niterói, Cheade Engenharia, Colégio Figueiredo Costa, Instituto Abel e Gay-Lussac.

O ESPORTE E O CARTAZ
(Coleção de cartazes do Musée de l’Affiche, de Paris)
Reprodução de 25 cartazes sobre esportes, da coleção do Museu do Cartaz de Paris, impressos no final do século XIX e criados por Cheret, Lautrec, Grün, Faivre Loupot, Gluck, Forestier e Gaudy.
Período: 13 a 20 de janeiro de 1983
Parceria com a Aliança Francesa de Niterói
OFICINA DE GRAVURA DO INGÁ
Período: 20 de janeiro a 20 de fevereiro de 1983
COLETIVA DE FOTOGRAFIA
Fotógrafos: Cesar Barreto, Davy Alexandrisky, Denise Pereira, Edison Manhães, Eder Acorsi, Elias Francioni, Elton de Oliveira, Ephrem Amóra, Fernando Talask, Flávio Chaves, Haydée Luiz, Henrique Bonn, José Truda, Julio Cesar Cirino, Manolo, Mario Fernando Mércio, Olney da Cunha, Paulo Faber, Paulo Roberto, Paulo Henrique Borges, Pedro Vasquez, Romulo Gonçalves, Sidney Folly, Wilberto Guedes e Zalmir Gonçalves.
Período: 10 de março a 30 de abril de 1983
SEIS ARTISTAS E O PEQUENO FORMATO
Artistas: Ana Miguel, Carlos Martins, Gonçalo Ivo, Manfredo de Souzaneto, Marcos Varela e Valério Rodrigues
“A Oficina de Gravura do Ingá, com seu pequeno período de vida… deu muitos novos valores para o quadro da gravura basileira, profissionais aptos a desenvolver a técnica num trabalho artístico, profissionais aptos ao ensino da gravura em metal… eu posso dizer que valeu a pena o esforço e as lutas travadas, pois Valério é um dos nomes que não deixará morrer a idéia que deu origem à Oficina, num caminho de trabalho sério e rigoroso”. (Ana Letycia)

Período: 04 de maio a 05 de junho de 1983

NÍCIA MAFRA – COISAS DE PAJÉ
(Colagens, gravuras e objetos)
Artista: Nícia Mafra
“… o trabalho de Nícia Mafra se destaca pela originalidade de sua operação plático-visual e pela agilidade conceitual com que produz e articula o elemento de expressão. (…) Em suas mãos, o papel teve ampliadas as possibilidades expressivas, moldado, dobrado, armado, ordenado, conectado com outros materiais, resultou a criação de campos sensíveis de relações visuais e táteis”. (Márcio Sampaio)

Período: 08 a 26 de junho

ENÉAS VALLE – METAL
(Aquarelas)
Artista: Enéas Valle
“A lucidez de nosso artista autoriza-o a entregar-se a um trabalho profundamente experimental, na melhor acepção da palavra; a dar-se à aventura de caminhos que, em sua raiz, nada comportam de arbitrário. A mdeitação de Enéas Valle merece ser acompanhada de perto, para que se veja as andanças de sua arte tão radicalmente interrogativa”. (Gerd A. Bornheim)

Período: 08 a 26 de junho de 1983

ARTE E VIOLÊNCIA: QUATRO ARTISTAS
Artistas: Aurélio Nery, Claudio Valério, Paulo Oswaldo e Sandro Donatello
“… São quatro artistas que se recusam a atravessar o espelho e resvalar para as estilizações delirantes, para as vanguardizações gratuitas e inconseqüentes do fenômeno da violência. Optam por uma postura especular. Sua arte nos convoca para a frente do espelho, numa reflexão que começa por um auto-reconhecimento: somos essa violência que aí está retratada. Por mantermos com ela uma relação osmótica já nem temos recuo para ver sua fisionomia”. (Rui Sampaio)

Período: 29 de junho a 31 de julho de 1983

ENCONTROS DA FORMA E DA COR
Artista: Taís Simon
“Buscando ainda a intensificação de relações mínimas, para não haver qualquer outra interferência no quadrado, forma básica, além da proposta, a cor trouxe pulsação para as pinceladas soltas e uma nova proposta para o espaço. De repente, como no trabalho “Dois Azuis”, a forma sai de seu limite e poderia existir num espaço infinito”.

Período: 03 a 28 de agosto

MARCAPASSO
Artista: Jorge Guinle
“Um crítico comentou dois anos atrás que as minhas telas (grandes) pareciam ainda embrionárias, rascunhos, sendo ao contrário bem maior a intensidade visceral e a complexidade do meu desenho. Realmente o sobrecarregamento pictórico da textura gordurosa do óleo sobre o suporte neutro do papel, numa área reduzida, enfatiza a matéria, dramatizando-a”.

Período: 03 a 28 de agosto

UMA ROSA É UMA ROSA É UMA ROSA
Artistas: Celeida Tostes, Evandro Salles, Helena de la Fontaine, Jadir Freire, Jorge Duarte, Luiz Sérgio de Oliveira, Maurício Bentes, Osmar Fonseca, Paiva Brasil, Ruben Ludolf, Toshio Midorikawa e Wilson Piran.
“… E é a criação o que deixa o artista impossível para si, incapaz de fazer o que fez senão no instante em que faz emergir o artefacto no ato de seus traços. Assim o artista, quando termina, dá termo, acaba por assinar aquilo que já não é ele; pois é por essa distância de si, que é posto na perseverança da repetição”. (Ivair Coelho Lisboa)

Período: 31 de agosto a 25 de setembro de 1983

FERNANDO LOPES – DESENHOS
Artista: Fernando Lopes
“Trabalhos pequenos, quase minúsculos, esses desenhos em técnica mista lembram, mais pelo impacto que causam, as pequenas aquarelas, do já falecido artista alemão Julius Bissier. Aquarelas pequenas mas grandes Fernando Lopes prova, mais uma vez, que tamanho não é documento. São miniaturas que ele apresenta, cheias de invenções, de pequenas alegrias de cor, de verdadeiros achados. Cada um desses pequenos trabalhos possui o conteúdo sufuciente para uma grande dimensão, mas sente-se ao mesmo tempo que o formato representa a intenção, ou mesmo a convicção do artista”. (Marc Berkowitz)

Período: 05 a 30 de outubro de 1983

PAULO ROBERTO LEAL – HABITANTES
O artista apresenta nesta sua individual uma instalação com um “puzzle”, repetido 25 vezes em 25 bases, cada qual revelando uma das “infinitas possibilidades de articulação do múltiplo, convidando o espectador para desarticular/rearticular o “puzzle”.
Período: 05 a 30 de outubro de 1983
MAURÍCIO BENTES – TIJOLOS
“A obra germinal de Maurício se insere na nova escultura, não figurativa mas realista, realista no que ela busca suas raízes na natureza, nos elementos, na experiência do cotidiano. Arqueologia do nosso tempo é também totem, atrium, fórum, templo, é natureza humana”. (Haroldo Barroso)
Período: 10 de novembro a 11 de dezembro de 1983
MANFREDO DE SOUZANETO – PINTURAS
“Manfredo tem um mérito indiscutível, dentro do seu formalismo concretista: o sentimento do lirismo que as cores sofisticadas, harmonizadas com perfeição, produzem. As formas frias levemente se aquecem e tomam vida nas cores neutras que preenchem e dão volume aos espaços”. (Flávio de Aquino)
Período: 10 de novembro a 11 de dezembro de 1983
CERÂMICAS
Artistas: Ana Maria Oliveira de Morais, Celeida Tostes, Elizabeth Recagno, Fernanda Peixoto de Azevedo e Nelly Gutmacher
Período: 15 de dezembro de 1983 a 15 de janeiro de 1984
UM TRAÇO EM COMUM
Artistas: Amador Perez, Ana Alegria, Clélio Penedo, Ester Grinspum, José Lima, Kazuo Iha, Luiz Carlos de Carvalho, Nelson Félix, Osmar Fonseca, Paulo Garcez, Rogério Luz
“Os artistas aproximados nesta exposição, alguns essencialmente desenhistas, outros se dedicando também a outros meios, têm, ao lado de linguagens e interesses diversos, e com eventuais exceções, o traço, a linha, como ‘ponto’ deflagrador de seus processos”. (Luiz Sérgio de Oliveira)

Período: 22 de março a 22 de abril de 1984

 

ADRIANO/LEAL/RONALDO/SUED – PINTURAS
Artistas: Adriano de Aquino, Paulo Roberto Leal, Ronaldo do Rego Macedo e Eduardo Sued
“Adriano, Ronaldo, Eduardo, Paulo representam o que há de mais vivo e presente no veio construtivo da arte brasileira contemporânea. Aqui, não há lugar para subterfúgios, nada é escamoteado. A linguagem é a pintura: e cor e matéria e espaço integram o seu vocabulário. Diante dos trabalhos não há quase nada, há muita pintura. O olhar pede tempo e passagem, amplidão e reducionismo. A obra recusa a figura, pois que a figura está inserida no corpo da obra, a viagem consiste em redescobri-la, em recriá-la. Existe a forma”. (Marcus de Lontra Costa)

Período: 26 de abril a 27 de maio de 1984

MARIA DO CARMO SECCO – DESENHOS
“… a exposição se encerra com dois desenhos que a artista denomina Casa/Corpo. Poderia chamá-los de Casa/Corpo/Mundo, pois a forma da casa é muito semelhante à das ocas dos índios, tem algo de cósmico na sua semi-circularidade e no seu caráter fechado. Incorporam toda a discussão em torno da construção/des-contrução do desenho e voltam a tematizar o corte, que ressurge em sua rubra visceralidade”. (Frederico Morais)
Período: 31 de maio a 1o de julho de 1984
ENTRE O MEIO E O FIM
Artistas: Antonio Dias, Diva Buss, Lincoln Volpini, Mario Azevedo, Marlene Trindade, Nícia Mafra e Otávio Roth
“Reunindo trabalhos tão diversos sob a idéia-suporte do papel artesanal da recente produção nacional, a Galeria de Arte UFF contribui não apenas para divulgar nossas pesquisas e criações, por certo ricas nesta área fundamental para a arte brasileira, como abre espaço para a reflexão sobre novos caminhos da arte apontados por alguns dos nossos artistas mais significativos”. (Márcio Sampaio)

Período: 02 a 26 de agosto de 1984

HAROLDO BARROSO – JOGOS DE INFÂNCIA
“A produção atual de Haroldo Barroso de fato exige uma participação lúdica através de elementos móveis, que convidam a uma participação diversa das que são típicas da arquitetura – com sua ‘máquinas de morar’ e outras máquinas congêneres, Haroldo Barroso nos apresenta agora ‘máquinas de brincar’ – seja em seus agregados de elementos plasticamente flexíveis, seja em suas peças rígidas, que, aos pares, ou em conjuntos maiores, oferecem-se ao jogo”. (Jayme Maurício)
Período: 29 de agosto a 23 de setembro de 1984
CARLOS ALBERTO FAJARDO – PINTURAS
“A primeira edição destes trabalhos em fórmica começou a ser produzida em 1969, e foi exposta em 1970 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Esta tiragem varia na cor em relação à anterior: muitas cores de fórmica não são mais produzidas”. (Carlos Alberto Fajardo)
Período: 30 de agosto a 23 de setembro de 1984
ANA HORTA/ÁQUILA/GRANATO/KUPERMAN
Artistas: Ana Horta, Luiz Áquila, Ivald Granato e Cláudio Kuperman
(…) “A revalorização da pintura, com sua revitalização, veio acompanhada de outras informações e, fundamental, outra visão do universo, nova imagem do mundo. Se há a desintegração, ou apenas fragmentações, há também a montagem do quebra-cabeças: as imagens agora são simultâneas e auto-críticas, cinéticas na incorporação de linguagem não habituais às artes plásticas. A tradição foi reescrita, muitos devastados, erguido um vocabulário mais expressivo. E o espontâneo não é ingênuo em sua pura contestação”. (Miguel de Almeida)

Período: 26 de setembro a 21 de outubro de 1984

LUIS HUMBERTO – FOTOGRAFIAS
(…) “A cidade é um suporte de vida, de ocorrências grandiloqüentes e mesmice cotidiana. Todas reveladoras do homem. Esse homem incapaz de administrar o sonho. Controverso, pretensioso, incompetente para conviver, fabricante de convenientes verdades, mas, ao mesmo tempo, capaz de rasgos de grandeza e coragem para apostar no amor como única força de transformação que dá sentido à vida”. (Luis Humberto)
Período: 31 de outubro a 25 de novembro de 1984
PEDRO VASQUEZ – NADANDO EM ÁGUA ESCONDIDA – FOTOGRAFIAS
“Esta série não pretende documentar nem explicar nada. Minha única intenção ao fazer estas fotografias, foi a de criar um local imaginário e inacessível, onde eu possa encontrar o equilíbrio que me é negado pelo mundo real”. (Pedro Vasquez)
Período: 31 de outubro a 25 de novembro de 1984
SOLANGE OLIVEIRA – GRAVURAS
“O gesto comanda a construção: riscos, rabiscos, traços. Eles se acumulam, criam massas de cinza, de preto. Eles se acumulam, criam inscrições, grafias. Essa matéria, que é tema do trabalho e está gravada no papel, é o personagem principal nas gravuras de Solange Oliveira”. (Paulo Roberto Leal)
Período: 31 de maio a 1o de julho de 1984
ARTE BRASILEIRA ATUAL: 1984
Artistas: Adélia Xavier de Oliveira, Alexandre Dacosta, Ana Horta, Angelo Venosa, Antonio Alexandre, Carlo Mascarenhas, Carlos Feijó, Carlos Fiuza, Cláudio Fonseca, Cláudio Paiva, Cristina Bahiense, Daniel Senise, Delson Uchôa, Elizabeth Jobim, Fernando Borges, Fernando Limberger, Francisco Cunha, Gerardo Villaseca, Hubert, Inês de Araújo, Ivo Ito, Jadir Freire, João Modé, Jorge Duarte, Leonilson, Lucia Beatriz, Luiz Pizarro, Marcus André, Maria Moreira, Mário Azevedo, Mariza Nicolay, Maurício Bentes, Mônica Lessa, Ricardo Basbaum, Ricardo Maurício
Convidados: Antonio Manuel, Jorge Guinle, Ronaldo do Rego Macedo, Tunga, Waltércio Caldas

Período: 06 de dezembro de 1984 a 13 de janeiro de 1985

UMA QUESTÃO DE ORDEM
Artistas: Amilcar de Castro, Ascânio MMM, Carlo Mascarenhas, Franz Weissmann, Gastão Manoel Henrique, Haroldo Barroso
(…) “Juntos, estes seis artistas definem uma continuidade da arte construtiva no Brasil, justamente aquela mais rigorosa e ortodoxa, representada pela escultura. Esta sempre foi, no Brasil, o terrítório privilegiado da construção. Mas certamente, não o único. O título desta mostra, ambíguo, irônico, instigante é um estímulo ao debate. Ele permite diferentes leituras. Ele poderia indicar que para seus organizadores a questão construtiva é prioritária, ou apenas que é preciso por ordem no debate”. (Frederico Morais)

Período: 14 de março a 14 de abril de 1985


DA ADVERSIDADE VIVEMOS
Artistas: Beatriz Pimenta, Cláudio Paiva, Fernando Borges, Ilcio Lopes Filho, Luiz Carlos de Carvalho, Maria Cristina Volpi, Marta D’Angelo, Ricardo Pimenta
“… os oito artistas reunidos nesta exposição não esgotam a nossa produção mais interessante: algumas ausências se impuseram, umas por razões que fogem ao nosso controle e vontade. De qualquer maneira, este conjunto é bastante significativo, apresentando vivências bastante distintas, como as participações de Claudio Paiva e Luiz Carlos de Carvalho em Bienais de Paris e São Paulo, ao lado do virtual debute de outros, bem como uma variedade de interesses e preocupações que refletem a complexidade da arte contemporânea, deixando claro que – também – na diversidade vivemos”. (Luiz Sérgio de Oliveira)

Período: 25 de abril a 26 de maio de 1985

D’APRÈS
Artistas: Amador Perez, Arlindo Daibert, Carlos Martins, Cláudio Valério Teixeira, Cláudio Tozzi, Ester Grinspum, Glauco Rodrigues, Jorge Duarte, Márcio Sampaio, Paulo Campinho, Pedro Vasquez, Rubens Gerchman
“D’après (do francês, a partir de) é uma expressão que, em sua origem, prevê a existência de dois públicos diferentes: um iniciado nos múltiplos caminhos da arte, e o outro, neófito, e provável freqüentador acidental dos espaços oferecidos pelo Departamento de Difusão Cultural da UFF. A distinção é importante porque, na base da concepção desta mostra, o ponto de partida que liga os diferentes trabalhos aqui apresentados exige, para um melhor efeito e compreensão, o conhecimento prévio de outras obras que também estão aqui presentes, ainda que de forma oblíqua e indireta”. (João Luiz Vieira)

Período: 30 de maio a 30 de junho de 1985

8 OU 80
Artistas: Angelo Marzano, Fernando Luchesi, Humberto Guimarães, Lincoln Volpini, Marco Túlio Resende, Marcos Coelho Benjamein, Paulo Henrique Amaral, Sonia Laboriau
Curadoria: Nícia Mafra

“É intenção do Departamento de Difusão Cultural da UFF, ao promover essa mostra, estimular a produção de oito artistas de expressão no cenário das artes plásticas mineiras e nacionais, assim como contribuir para o intercâmbio tão necessário ao desenvolvimento da arte brasileira”. (Do release para a imprensa)

Período: 04 de julho a 04 de agosto de 1985

UMA LUZ SOBRE A CIDADE
Artistas: Carlos Alberto Fajardo, Iole de Freitas, Lygia Pape, Maurício Bentes, Thereza Simões, Tunga
(…) “A tentativa de integrar na sua totalidade espectador e obra é uma característica comum a muitos trabalhos contemporâneos. A luz como estimulante sensóreo preenche as condições dessa integração. Não vemos seu uso com artifício, mas como exploração de sua expressividade própria. Nos vários níveis de sua utilização, ela aparece como elemento mutável e indefinido, testemunho de sua ainda estranha presença no mundo e na arte”. (Paulo Venancio Filho)

Período: 22 de agosto a 22 de setembro de 1985

O ATELIÊ DA LAPA
Artistas: Angelo Venosa, Daniel Senise, João Magalhães, Luiz Pizarro
“O encontro, o convívio, a amizade, o aprendizado, todos no Parque Lage. Ateliê de Botafogo. Casa no meio da vila pintada de verde, quadros pintados com esforço e a garra dos que começam, os salões, os cortes nos salões, os prêmios nos salões. Ateliê da Lapa, na Lapa, casarão pintado de amarelo, cada um com seu espaço num ateliê, juntos. Primeiras individuais, prêmios, viagens, bienais”. (Breitman)

Período: 25 de setembro a 27 de outubro de 1985

TENDÊNCIAS DO LIVRO DE ARTISTA NO BRASIL – ARTE BRASILEIRA ATUAL:1985
Curadoria: Annateresa Fabris e Cacilda Teixeira da Costa
Autores dos livros expostos na mostra: A. L. M. Andrade, Anna Bella Geiger, Antonio Lizárraga, Artur Matuck, Augusto de Campos, Bené Fonteles, Krasnianky, Betty Leirner, Carlos Fajardo, Carlos Salden, Claudio Goulart, Claudio Kuperman, Daniel Santiago, Edgar Braga, Essila Paraíso, Flávio Pons, Frederico Nasser, Gabriel Borba, Gerty Saruê, Glauco Mattoso, Gretta, Haroldo de Campos, Ibiraci Vieira Pinto, Ivald Granato, José Resende, José Roberto Aguilar, Julio Plaza, Katia Mesel, Leda Catunda, Lenora de Barros, León Ferrari, Leonhard Duch, Luise Weiss, Lygia Clark, Lygia Pape, Marco Antonio Amaral Rezende, Marco do Valle, Maria do Carmo Secco, Mario Noburo Ishikawa, Maurício Fridman, Mira Schendel, Muda, Nelson Leirner, Omar Khouri, Otávio Roth, Paulo Brusck, Paulo Herkenhoff, Regina Silveira, Regina Vater, Régis Bonvicino, Rodrigo Naves, Ronaldo Azeredo, Rute Gusmão, Tadeu Junges, Tunga, Ulisses Carrión, Vera Chaves Barcellos, Villari Herrmann, Zuca Sardana, Walt Blackberry, Walter Silveira e Wilson Alves.

(…) “Para o ano de 1985, ‘Arte Brasileira Atual’ abandona (temporariamente?) a forma de salão de arte, uma possibilidade sempre pensada dentro do conceito de agilidade proposto, trazendo de São Paulo a mostra ‘Tendências do Livro de Artista no Brasil’, organizada por Annatereza Fabris e Cacilda Teixeira da Costa, e realizada em abril desse ano no Centro Cultural São Paulo, sendo uma ótima oportunidade para um contato com essa parcela da arte brasileira, que por suas características quanto à sua forma de circulação, só agora aparece reunida com tamanha abrangência, depois de dedicada e competente pesquisa realizada pelas curadoras”. (Luiz Sérgio de Oliveira)

Período: 21 de novembro a 20 de dezembro de 1985

A ORDEM EM QUESTÃO
Artistas: Adriano de Aquino, Eduardo Sued, Fernando Borges, Ferando Stickel, Gerardo Villaseca, João Grijó, Nelson Augusto, Paulo Roberto Leal, Rachel de Almeida Magalhães e Ronaldo do Rego Macedo
(…) “Para a crítica historicista (…) essa exposição que se realiza na Galeria de Arte UFF resumiria-se em localizar o pêndulo da história na construção, como contraposição à vaga Neo-Expressionista que acabamos de presenciar nos últimos anos. Mas nossa preocupação é outra, é a de pensar o corpo na obra-de-arte como um dos flancos da luta contra a tradição metafísica e como possibilidade da prática artística desdobrar-se em novas experiências visuais, criando uma nova territorialidade de saber”. (Marcio Doctors)

Período: 3 a 27 de abril de 1986

 

BEATRIZ MILHAZES, CLÁUDIO FONSECA, JOÃO MAGALHÃES, JORGE DUARTE – PINTURAS
“A pintura de Jorge Duarte refere-se à energia em estado de expansão. Nesta pintura, no entanto, a arma mais intensamente empregada é a da ironia – faca que corta e recorta tudo o que está prestes a não mudar nunca”. (Roberto Pontual)
Período: 30 de abril a 25 de maio de 1986
NA PONTA DO LÁPIS
Artistas: Amador Perez, Arlindo Daibert, Eduardo Santos, Fernando Bento, Francisco Faria, Jair Jacqmont, Luiz Ernesto, Nelson Félix, Orlando Castaño, Paulo Hovayek, Paulo Portela Filho e Valério Rodrigues
“‘Pela ponta do lápis’ passaram os anos de autoritarismo. Anos de emergência expressiva. Momento em que as coisas precisavam ser ágeis, diretas, guerrilheiras. Em 1984, em elo Horizonte, ‘as pontas dos lápis’ encontraram-se na exposição BRASIL DESENHO que idealizei e realizamos com o apoio da Funarte. Como o caminho ‘da ponta do lápis’ pelo papel, essa exposição tornou-se itinerante por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, reafirmando o histórico espaço do desenho ao lado de outras formas de expressão”. (Maria do Carmo Secco)
Período: 10 de julho a 10 de agosto de 1986
MIRA SCHENDEL – PINTURAS RECENTES
(…) “É como se os conceitos de finito e infinito, substância, essência e aparência etc. perdessem nitidez e rigor e revelassem origens um tanto mundanas. Afinal, os quatro elementos – água, ar, terra e fogo – impulsionaram muita filosofia, antes que se vissem confinados às ciências esotéricas. A desconfiança nos sentidos, nos trabalhos de Mira Schendel, acabam por apontar truques de prestidigitação no reino do supra-sensível”. (Rodrigo Neves)
Período: 14 de agosto a 14 de setembro de 1986
1083o C
Artistas: Carlo Mascarenhas, José Resende, Lygia Pape, Marco do Valle e Tunga
“Trabalhando com o cobre (a preposição ‘com’ tem o sentido de ‘companhia’, ‘parceria’ – quanto tempo artista e material discutem até chegarem a um acordo?) os cinco artistas aqui reunidos conseguiram a fusão que o título da mostra sugere. Não somente a explícita fusão de materiais. A exemplo do processo físico-químico, ocorre nesses trabalhos um fenômeno em que uma substância muda de estado, adquirindo novas propriedades com relação a forma, peso, densidade etc.” (José Otavio Lobo Name)

Período: 10 de dezembro de 1986 a 11 de janeiro de 1987

PELA PRÓPRIA NATUREZA
Artistas: Diva Buss, João Modé, Bené Fonteles, Sonia Laboriau e Sepp Baendereck
“A mostra ‘Pela Própria Natureza’ reúne trabalhos em que o meio ambiente se expressa de diversas maneiras. Em alguns trabalhos, o elemento natural é o próprio meio de expressão”.

Período: 18 de março a 12 de abril de 1987

DOLINO 80/87
(…) “Ao invés de passar para a tela o deslumbre que cada objeto lhe passa, Dolino tem por único ‘tema’ a visão – o milagre da visão que a pintura consagra – permanecendo rigorosa e enfaticamente dentro do seu campo de possibilidades, afiando e re-afiando os seus instrumentos e, dessa maneira, zelando pela permanência e perenidade do ofício de fazer ver o mundo – que é o ofício do pintor”. (Alex Varella)
Período: 23 de abril a 24 de maio de 1987
ATELIERS CONTEMPORÂNEOS – FOTOGRAFIAS DE FERNANDO DURÃO
“Corte fotográfico de Fernando Durão. O artista plástico, criador permanente de formas e imagens antes inexistentes, deixa outros retratos no mundo além de suas obras. Objetos de uso diário, coloridos através dos tempos pelas densas camadas de tintas do seu trabalho. Nos quatro cantos do seu estúdio. Na sua metódica ou anárquica maneira de pintar, que ultrapassa o limite da tela”. (Moracy R. de Oliveira)
Período: 26 de agosto a 20 de setembro de 1987
FERANDO E DENISE – ILUSTRAÇÕES DE LIVROS INFANTIS
(…) “Em cada um dos seus trabalhos, este par de ilustradores nos dá novas e novas lições. Cabe-nos olhar com cuidado como eles brincam e reinventam suas técnicas, modificam seus enquadramentos e reorganizam a construção do espaço plástico, sempre de acordo com o clima do texto, mas ao mesmo tempo, soltos libertos, nunca escravizados”. (Angela Lago)
Período: 30 de setembro a 1 de novembro de 1987
GÊ ORTHOF – PINTURAS
“Esta é a primeira mostra de Gê Orthof de volta ao Brasil, depois de se especializar em ilustração de livros na School of Virtual Arts, em Nova Iorque, trabalhar com o artista Milton Glaser e concluir seu mestrado em Artes na Universidade de Columbia. Na Galeria de Arte UFF apresenta seus mais recentes trabalhos em tinta acrílica sobre papel, desenvolvidos a partir do poema musicado ‘The Silver Swan’, de Orlando Gibbons (1583-1625)”. (Do release para a imprensa)
Período: 30 de setembro a 1 de novembro de 1987
DUDI MAIA ROSA – PINTURAS
“O artista, cujo trabalho pode ser visto entre os da delegação brasileira da 19a Bienal de São Paulo nos apresenta uma série de pinturas que chamam a atenção, primeiramente, pelo seu formato singular; as ‘portas’ de Dudi – assim as pinturas foram chamadas ao serem expostas ano passado, no Rio – permitem que redimensionemos o espaço que circunda os trabalhos”.
Período: 11 de novembro a 6 de dezembro de 1987
DENISE WELLER – AQUARELAS
“Em um trabalho que ressalta sua formação de arquiteta e sua experiência cenográfica, Denise nos oferece não só uma visão bastante pessoal da paisagem que ela toma emprestada de cartões postais antigos do Rio de Janeiro, mas também um delírio decorativista, um ilusionismo arquitetônico, onde aparece o que já houve em tempos remotos, o que vai ser construído pelas futuras civilizações e o que só existe no seu mundo imaginário”.
Período: 11 de novembro a 6 de dezembro de 1987
DÉLCIO TEOBALDO – SOPAPOS
“São dez peças, onde trabalhei com materiais pouco convencionais: óleo e barro cru, sobre duratex. O simples fato de trabalhar com elementos tão impossíveis de combinação entre si, já me deu uma das respostas que queria para a mostra: como o barro e o óleo são fixados no duratex? Esta pergunta eu ouvi até de artistas que manuseiam o barro cru e sabem das suas dificuldades de aderência. Foi ótima a reação das pessoas, porque ‘Sopapos’, antes de tudo é um trabalho incômodo para os olhos, para o tato e para o sentimento de qualquer pessoa que diariamente mantém contato com milhões de famílias que trocam o campo pela periferia urbana e engordam favelas, albergues e marquises(…)”. (De uma entrevista concedida ao jornal Opção, em 27 de fevereiro de 1988)
Período: 02 a 27 de março de 1988
RENATO ARAKAKI – ESTRATO E DOBRA
“… e o que representa o PAPEL para mim? Sinceramente acho o melhor material para me expressar. No papel tudo posso. Posso me abrir e me fechar. Nele eu desenho, pinto e bordo… e também corto e dobro”. (Renato Arakaki)
Período: 13 de abril a 15 de maio de 1988
RINALDO – ASCENSÃO E QUEDA DE UM SUTIL NINGUÉM NA HISTÓRIA
(…) “As 15 telas de Rinaldo expostas na Galeria de Arte UFF contam com títulos extremamente significativos, tais como ‘A vaca Salomé aprendendo a dar leite açucarado com café’, ou ‘Chá de cadeira de um pacato cidadão’. São verdadeiros prolongamentos dos quadros, e vice-versa, conforme Rinaldo: ‘O título canta, para mim’, justifica-se. ‘Diversas vezes já acabei uma tela e o título veio, assim de repente – e estava perfeito; em outras ocasiões, foi o contrário: o título surgiu em minha cabeça e daí fui compondo a imagem correspondente’.” (Jornal do Brasil – Caderno Niterói, 04/06/88)
Período: 01 de junho a 03 de julho de 1988
CADA UM POR SI, TODOS DO SUL
Artistas: André Petry, Cristina Pozzobon, Elida Tessler, Gustavo Nakle e Jailton Moreira
Curadoria: Valéria Lamego
(…) “o nome ‘Cada um por si, todos do sul’ passou a ser mais do que um título, mas uma maneira viável e de certa forma coerente de reunir cinco artistas residentes no Rio Grande do Sul, de formação e maturação profissional completamente distintas entre si. O que ao meu ver torna esta exposição ainda mais curiosa aos olhos dos apreciadores da arte contemporânea”. (Valéria Lamego)
Período: 20 de julho a 21 de agosto de 1988
NÃO É UM RETRATO – UMA SEMELHANÇA
Artistas: Alice Cavalcanti, Chang Chai, Cristina Loureiro, Gisele Cardoso, Glória Lagoeiro, Suzi Coralli e Thaïs Fontenelle
“A idéia original foi montar uma exposição com artistas jovens de Niterói. Primeiro porque seria uma oportuniade a se oferecer a artistas em início de carreira – proposta desenvolvida durante o ano de 88 – depois, uma forma de mostrar ao público mais um aspecto da produção artística da cidade”. (Maria Cristina Volpi)
Período: 31 de agosto a 25 de setembro de 1988
JOÃO CARLOS GALVÃO – PERFIL 20 ANOS
(…) “Para que o espaço desta galeria se transformasse num texto autobiográfico, Galvão debruçou-se sobre os seus últimos anos de vida, não com a intenção de catar vivências extraordinárias (que artista não as tem?), mas com o desejo de selecionar trabalhos seus que nos dessem um retrato em corpo inteiro do artista que ele é enquanto artista. (…) Telas, desenhos, objetos, esculturas povoam um espaço memorioso…” (Silviano Santiago)
Período: 05 de outubro a 06 de novembro de 1988
ACERVO CONTEMPORÂNEO DA UFF
Artistas: Angelo Venosa, Cláudio Facioli, Cláudio Paiva, Daniel Senise, Dolino, Elizabeth Jobim, Gerardo, Fernando Borges, Galvão, Maurício Bentes, Ricardo Maurício, Ronaldo do Rego Macedo e Rinaldo
O Acervo Contemporâneo da UFF foi criado a partir do Salão Arte Brasileira Atual, em 1984, com a doação dos prêmios de aquisição feita pela Cia. Souza Cruz, patrocinadora do Salão. O acervo é composto por pinturas a óleo, acrílica, esculturas e trabalhos em técnica mista.
Período: 14 de dezembro de 1988 a 29 de janeiro de 1989
HILAL SAMI HILAL – PINTURA SOBRE PAPEL
“Faço um trabalho de pesquisa, mas não sei se poderia ser referenciado como de vanguarda, que me fez chegar a uma conclusão de suporte. Porém, acho que vanguarda na minha obra é a adequação”. (Hilal Sami Hilal)
Período: 19 de abril a 21 de maio de 1989
GRATOS, CARVÃO
Artistas: Amélia Bressane, Aparecida Picanço Goulart, Clô Escobar, Déa Junqueira, Ecila Huste, Essucy, Graziela Andreani, Newton Lesme, Paulo Villela Moraes, Picanço
Exposição em homenagem ao artista plástico Aluísio Carvão, feita por dez de seus ex-alunos, todos egressos do curso de Pintura, ministrado por ele, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Período: 09 de agosto a 08 de setembro de 1989

PÁGINAS
Artistas: Lena Bergstein e Arlindo Daibert
(…) “Lena e Arlindo, colocando seus trabalhos lado a lado, se propõem a criar um diálogo visual entre seus textos-telas, apontar identidades, semelhanças e diferenças. Os dois artistas já conhecidos por suas pesquisas na área intermediária da forma visual e da forma poética, com suas múltiplas leituras, se propõem também a estabelecer com esta mostra uma reflexão entre imagem e texto, a arte e a escritura”. (Jornal Opção, 23/09/89)

Período: 27 de setembro a 05 de novembro de 1989

GEOMETRIA ESPIRAL – ESTRUTURA, ARMANDO MATTOS
Período: 08 de novembro a 17 de dezembro de 1989
PINTORES – DESENHOS E GRAVURAS
Artistas – Anna Bella Geiger, Iberê Camargo, Katie Van Scherpenberg
“Procurei estabelecer relações entre os trabalhos de um mesmo período, precisamente os anos 80. Apesar de haver uma preferência em minha obra pela pintura, neste período tenho um grande número de gravuras, muitas utilizando o mapa do Brasil e outras o espaço sideral, numa delimitação do territorial e do espacial”. (Anna Bella Gieger, em entrevista para o Globo-Niterói, 18/03/90)

Período: 7 de março a 11 de abril de 1990

IVO ITO – UM PINTOR DOS ANOS 80
Artistas: Analu Cunha, Ivo Ito, Ricardo Basbaum, Ricardo Maurício, Roberto Tavares
Exposição em homenagem ao artista plástico Ivo Ito.

“Da ingênua revolta na EBA, o entusiasmo, o amor pela pintura a ter que entender: Ivo morreu? Ivo morreu? Ivo morreu? Não, não combina. A impaciência e o tédio, volto a cara para Deus e quero cobrar esta linha torta e me revolto, não é verdade, não pode ser: Ivo morreu?” (Ricardo Maurício)

Período: 25 de abril a 1o de junho de 1990

CLARA CAVENDISH, PAULA MASTROBERTI
“Como um caleidoscópio, onde qualquer movimento muda a imagem, Clara constrói e destrói, apaga e recupera num jogo entre o acaso e a necessidade onde o mais apto permanece. Fragmentação, descontinuidade, sobreposição, lembranças, grafismos são termos relacionados ao processo de trabalho de Clara que fluem em busca de uma lei interna própria que permita a toda essa diversidade coexistir”. (Luís Ernesto)
Período: 13 de junho a 20 de julho de 1990
KENETH J. PAWULA
(…) “Em seus trabalhos, Pawula busca, através do contraste de cores e formas, criar perspectivas geométricas em duas ou mais dimensões. A exposição apresenta duas séries bem definidas: oito trabalhos em serigrafia, numa perspectiva abstrata, e outros 12 desenhos com nanquim, com uma proposta bem realista”. (Jornal O Globo, 26/08/1990)
Período: 1o de agosto a 6 de setembro de 1990
DENISE TORBES, ELIANE DUARTE
(…) “A descoberta das potencialidades dos instrumentos parece ser o traço que, mesmo tênue, une o trabalho de Denise ao de Eliane Duarte. As pinturas de Eliane têm origem na pesquisa de materiais. Ela é do tipo que vê a possibilidade de fazer arte até com pedaços de lona dispersos pelo ateliê. Juntando-os, a artista obtém construções curiosas”. (Jornal O Globo – Niterói, 16/09/1990)
Período: 19 de setembro a 26 de outubro de 1990

 

ERNESTO NETO, MAURÍCIO RUIZ, RICARDO BECKER
(…) “Ernesto Neto trabalha desde 85 com esculturas, pesquisando a flexibilidade e a rigidez dos materiais, a fim de encontrar um equilíbrio energético e natural. (…) Maurício Ruiz utiliza, basicamente, peças brancas de espuma com massa corrida que assumem o aspecto de gesso, enquanto Ricardo Becker apresenta para esta exposição trabalhos ainda inéditos em que usa pigmentos puros em estado natural sobre madeira”. (Luiz Carlos Tavares, Jornal O Fluminense – 2o Caderno, 09/12/1990)
Período: 12 de dezembro de 1990 a 18 de janeiro de 199
ACERVO CONTEMPORÂNEO DA UFF 89/90
Artistas – Armando Matos, Clara Cavendish, Denize Torbes, Eliane Duarte, Fernando Durão, Hilal Sami Hilal, Keneth Pawula, Luzia Velloso, Marcellus Schnell, Rubem Ludolf, Pedro Vasquez
“A mostra do Acervo da UFF, feita bienalmente, consta de 48 obras, algumas adquiridas através de prêmios, outras doadas por artistas plásticos que tiveram exposições montadas entre 1984 e 1990, como Angelo Venosa, Daniel Senise, Dolino, Galvão, Maurício Bentes, entre outros, cujos trabalhos evidencias a arte contemporânea atual”.

Período: 23 de janeiro a 01 de março de 1991

NELSON AUGUSTO – PINTURAS
“A mostra reunirá a produção do artista cobrindo o período dos sete últimos anos. Nelson Augusto começou a expor em coletivas a partir de 1966. Realizou sua primeira individual em 1975. As exposições posteriores – sempre pintura – mantiveram a organização geométrica e a atração pela cor”. (do release para a imprensa)
Período: 6 de março a 5 de abril de 1991
ANTONIO CARLOS, EVA CAVALCANTE
“Antonio Carlos apresenta uma série de pinturas utilizando óleo sobre cartão. Em seu trabalho, o diálogo entre as cores e o desenho produz um vasto sistema, onde brotam formas inusitadas”.
“Eva Cavalcante utiliza basicamente óleo sobre tela. Seus trabalhos são de pequeno formato. Segundo Chico Cunha que assina o texto da exposição, Eva ‘trabalha dentro de um universo em miniatura, criando um jogo de possibilidades com fragmentos da narrativa pictórica onde o controle e o acaso se complementam'”. (do release para a imprensa)

Período: 13 de abril a 10 de maio de 1991

RICARDO CRISTÓFARO, SUZI CORALLI
“Ricardo Cristófaro acentua a prevalência construtiva conquanto cede à sedução da pintura. (…) Entre construção e emoção, o trabalho de Ricardo Cristófaro concilia a lógica e a intuição, o rigor e a poesia”.
“Suzi Coralli coloca a questão da materialidade como objeto de constante reflexão. Nos trabalhos recentes, a linha e a fragmentação da tela através de módulos estendem esta discussão para o espaço”. (do release para a imprensa)

Período: 22 de maio a 14 de junho de 1991

ROBERTO FIGUEROA – PINTURAS
“Aproveitando a visita do artista plástico cubano Roberto Figueroa, dentro do intercâmbio promovido entra a UFF e Cuba, a Divisão de Artes Plásticas do DDC produziu esta exposição, mostrando seus trabalhos mais recentes”. (do release para a imprensa)
Local: Extraordinariamente, esta exposição ocupou o Saguão do Cine Arte UFF (posteriormente Espaço UFF de Fotografia).

Período: 30 de setembro a 18 de outubro de 1991

AMAL SAADÉ, ROSANE CANTANHEDE, ULLA SOPHER

“Amal Saadé mostra quadros e objetos através de uma abordagem abstrata”.
“Rosane Cantanhede apresenta o trabalho ‘Observatório 1’. Um espaço-cor-temporal, tridimensional, aprisionado numa forma arquitetônica”.
“Ulla Sopher usa óleo sobre tela em seus trabalhos. Neles, o concreto/abstrato/, vida/morte, luz/sombra, curva/reta são pares que a artista usa como exercício e pesquisa”. (do release para a imprensa)

Período: 9 de outubro a 1o de novembro de 1991

BARRÃO, JOÃO MODÉ, LUIZ ERNESTO, RICARDO BASBAUM – CONSUMIR O CONSUMO
(…) “Tomando como ponto de partida aspectos diferentes do universo da mídia e do consumo, os artistas desta mostra os utilizam como pretexto para o desenvolvimento de trabalhos nos mais variados meios, utilizando-se de diversos materiais e procedimentos, fugindo de técnicas e classificações convencionais”. (do release para a imprensa)
Período: 13 de novembro a 6 de dezembro de 1991

 


MEMÓRIA

JANEIRO
13 – Exposição “O esporte e o cartaz” com reproduções de diversas modalidades feitas por Cheret, Lautrec, Gaudy, entre outros.
MARÇO
10 a 30 de abril – Exposição coletiva de fotografias de José Truda, Denise Pereira e Pedro Vasques, entre outros.
MAIO
25 – Mostra fotográfica “Boca de urna”, de Haydée Luz e Juliano Serra Barreto, ilustra eleições para reitor da universidade.
JULHO
6 a 10 de agosto – “Na ponta do lápis” reúne desenhos de artistas plásticos de quatro estados brasileiros.
AGOSTO
2 e 3 – Performance de dança voltada para o público infantil com Helfany Peçanha e Tânia Batista.
14 a 14 de setembro – Exposição de pinturas da artista suíça  Mira Schendel.
ABRIL
3 – “A ordem em questão” reúne trabalhos de Adriano de Aquino, Fernando Borges e Rachel de Almeida Magalhães.
9 a 25 – Mostra de arte construtiva no Brasil e curso com o professor Ronaldo do Rego Macedo.
30 a 25 de maio – Exposição coletiva de artistas que se destacaram nos anos 80, como Beatriz Milhazes, Claudio Fonseca, João Magalhães e Jorge Duarte.
MARÇO
7 a 11 de abril – Exposição “Pintores, gravuras e desenhos” com os artistas Anna Bella Geiger, Iberê Camargo e Katie Van Scherpenberg.
ABRIL
25 – Exposição de Ivo Ito.
JUNHO
20 – Exposição de pinturas de Clara Cavendish e Paula Mastroberti.
SETEMBRO
16 – Exposição “Talentos de Niterói”, de Denize Torres e Eliane Duarte.
16 a 26 de outubro – “Repetição e diferença”, exposição de esculturas em ferro de Nair Kremer.
18 – Lançamento do livro “Retalhos de uma mente louca”, da artista plástica e poetisa Angela Gemésio.
DEZEMBRO
12 a 18 de janeiro de 1991 – Exposição de pinturas de Ernesto Neto, Mauricio Ruiz e Ricardo Becker.
MARÇO
Por todo o mês – Exposição das pinturas de Nelson Augusto.
ABRIL
17 a 21 de maio – Exposição simultânea dos artistas plásticos Antonio Carlos e Eva Cavalcante.
MAIO
22 – Inauguradas três exposições individuais de Ricardo Cristófaro, Suzy Coralli e Lia do Rio.
SETEMBRO
4 a 27 – Duas exposições de fotografia: “Brasil, Cenários e Personagens”, com trabalhos de 57 fotógrafos, e “Imagens por computação gráfica”, de Milton Montenegro.
OUTUBRO
Por todo o mês – Exposição “Abstratos”, de Amal Saadé, Rosane Cantanhede e Ulla Sopher.
NOVEMBRO
13 a 06 de dezembro – Exposição coletiva “Consumir o consumo” por Barrão, João Modé, Luiz Ernesto e Ricardo Basbaum.
JANEIRO
Exposição “Material Reciclado” com os artistas João Wesley, Edson Nosde e Raquel Beirutti.
MARÇO
15 – Mostra Coletiva com obras de Giordana Holanda, Suzi Coralli, Maria Moreira, Alexandre da Costa, Cristina Pape, entre outros.
ABRIL
14 – Mostra coletiva com obras dos artistas Marco Antonio, Maria Helena Coelho, Raul Mourão e Roberto Pryn.
MAIO
27 – Mostra Coletiva com obras de Ana Durões, Ana Lúcia Muglia, Ana Rondon, Ecila Huste, Naula El Shishiny e Sandra Passos.
JUNHO
27 – Mostra coletiva “Esculturas”, com obras de Angelo Venosa, Nelson Feliz, José Bento e Solange Pessoa.
SETEMBRO
9 a 2 de outubro – Mostra fotográfica “Identidade” com Cézar Bartholomeu, Claudio Feijó, Joaquim Paiva, Paulo Mattár, Rogério Ghomes e Rosângela Rennó, entre outros.
OUTUBRO
3 – “10 anos de arte – Mostra comemorativa”, com obras de Amílcar de Castro, Eduardo Sued, Carlos Fajardo, Cládio Kuperman e Lygia Pape.
NOVEMBRO
18 – Exposição de pinturas e desenhos de Suzana Queiroga e Gerardo Vilaseca
SETEMBRO
1 a 26 – Como parte do Niterói Foto 93, a galeria recebe as exposições “Pinceladas de luz”, de Cássio Vasconcellos, e “O Rio de Machado”, de Pedro Vasquez.

JANEIRO
24 – Mostra coletiva de pinturas “Os caminhos de 94”, com obras de Adriano de Aquino, Angelo Marzano, Angelo Venosa, Jorge Duarte e outros.
MARÇO
16 – Exposição “Plural/Singular”, com obras de Chica Granchi, Franz Weissman, Helio Oiticica, Ligia Clark, Tunga, Volpi e outros.
ABRIL
13 – Exposição “Entretexto”, com traballhos que abordam a relação entre texto e imagem de artistas como Arnaldo Antunes, Jorge Duarte, Angelo Marzano, Rosangela Rennó e Mira Schendel, entre outros.
SETEMBRO
14 a 6 de outrubro – Exposição de obras de Rochelle Costi em “Oportunidades Ópticas”.

AGOSTO
30 a 17 de setembro – Manipulações, montagens e apropriações integram as obras de Cao Guimarães e Eustáquio Neves na exposição “Fotofagia”.