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UFF - Universidade Federal Fluminense

Mostra “Moro no Brasil”

De 19/04/2018 a 25/04/2018

 

Dentro do projeto Brasil: A Margem, de 19 a 25 de abril, a mostra cinematográfica “Moro no Brasil” apresenta no Cine Arte UFF uma seleção de filmes que retratam as múltiplas facetas do que é viver num país tão repleto de contrastes como o Brasil. Questões ambientais, sociais, religiosas, políticas e econômicas dão o tom da mostra, que traz lançamentos recentes, como “Guardiões da Memória”, “Híbridos, os espíritos do Brasil” e “Imagens do Estado Novo”, a pré-estreia de “Rogério Duarte, o Tropikaolslista”, o também inédito "O muro" e reapresentações, como “Aquarius”, “Rifle”, “Era o Hotel Cambridge” e “Joaquim”.  
 
Sobre o “Brasil: A Margem”
 
Na confluência de várias efemérides - Dia do Índio, Descobrimento do Brasil, Tiradentes, São Jorge -, o Centro de Artes UFF propõe rever conceitos, usando a arte e a cultura como ferramentas de reflexão, no projeto “Brasil: A Margem”, entre os dias 17 e 25 de abril. Uma semana inteira repleta de eventos: sarau, debates, filmes, exposições, uma feira alternativa, concertos e shows de música popular. Com essa programação, o projeto aponta para o reconhecimento e a afirmação das margens de um Brasil efervescente e que carece se conhecer melhor.
 
 

Dia 19, quinta, 15h20, entrada franca
JACI: SETE PECADOS DE UMA OBRA AMAZÔNICA
Brasil, 2014, 102’, 14 anos
De Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros

Levantando relatos durante quatro anos, o documentário aborda a construção da usina hidrelétrica de Jirau. Com a grande demanda de trabalhadores, a vila de Jaci ficou em foco em Rondônia. No ano de 2011 uma grande rebelião atingiu a pequena vila e paralisou a obra. Abordando esse local, o filme discorre questões ambientais, disputas, denúncias e prisões.

 

Dia 19, quinta, 17h20
PIRIPKURA
Brasil, 2017, 82’, 10 anos
De Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge

Dois índios nômades do povo Piripkura so­brevivem cerca­­dos por fazendas e madeirei­ros numa área ainda protegida no meio da Floresta Amazônica. Jair Candor, servidor da FUNAI, acompanha os dois índios desde 1989. Ele realiza expedições periódicas, muitas delas acompanhado por Rita, a terceira sobrevivente Piripkura, monitorando vestígios que comprovem a presença deles na floresta, a fim de impedir a invasão da área. Packyî e Tamandua vivem com um facão, um machado cego e uma tocha. Este filme aborda as consequências de uma tragédia e revela força, resiliência e autonomia.​

 

Dia 19, quinta, 19h, entrada franca, curta + longa
Exibição seguida de debate com o diretor Alberto Tavares e a professora Ana Lucia Ferraz

JEROSY PUKU - O GRANDE CANTO
Brasil, 2018, 15', Livre
De Ademilson "Kiki" Concienza

Entre fevereiro e março as aldeias Kaiowá se mobilizam para o Batismo do Milho Branco (avati morotĩ), marcador do tempo, da colheita, da terra e da espiritualidade. O Jerosy Puku, o Grande Canto é apresentado pela fala dos anciões, os inúmeros cantos-reza, as danças com mbaraká e taquá.

GUARDIÕES DA MEMÓRIA
Brasil, 2018, 55`, Livre
De Alberto Tavares
 
Guardiões da Memória foi realizado em cinco aldeias Guarani no Estado Rio de Janeiro. O filme mostra como os mais velhos e lideranças fazem circular o conhecimento e a memória nos Tekoa, através de suas rezas, narrativa e belas palavras na casa de reza.

 

Dia 20, sexta, 18h10 | Sessão com intervalo
IMAGENS DO ESTADO NOVO
Brasil, 2016, 227`
De Eduardo Escorel

Recorrendo a vasto material de arquivo, entre cinejornais, fotografias, cartas, filmes familiares e de ficção, trechos de diário e canções populares, o documentário reavalia a herança do período ditatorial de Getúlio Vargas (1937-1945). Através da comparação e análise desses registros heterogêneos, produzidos para fins diversos, da propaganda política à celebração familiar, o filme explora as diversas camadas da trama política do regime do Estado Novo, expondo suas fontes de inspiração externas, sua forma de funcionamento e contradições. O documentário foi premiado no Festival É Tudo Verdade com Menção Honrosa e no Festival Recine - Festival Internacional de Filmes de Arquivo como Melhor Filme Júri Popular e Melhor Pesquisa. Getúlio Vargas nasceu em 19 de abril de 1882 e, até o seu suicídio, sempre morou no Brasil.

 

Dia 21, sábado, 18h10
JOAQUIM
Brasil/Portugal, 2017, 97’, 16 anos
De Marcelo Gomes
Com Júlio Machado, Nuno Lopes, Rômulo Braga, Isabél Zuaa
 
Século XVIII. A colônia dos Brasis, parte do Império Português, enfrenta um declínio na produção de ouro. Uma minoria portuguesa governa de forma autoritária e corrupta uma sociedade composta, em sua maioria, por africanos escravizados, indígenas e mestiços. Joaquim é um militar de destaque na captura de contrabandistas de ouro. Ele espera que sua dedicação seja recompensada com uma patente de tenente para que possa comprar a liberdade de Preta, por quem é apaixonado. A promoção nunca chega, ele se desespera. Neste momento, Joaquim é designado para uma arriscada missão: encontrar novas minas de ouro no temido Sertão Proibido. Cumpri-la será a única forma de conseguir sua promoção e a liberdade de sua amada. Do diretor de Cinema, aspirinas e urubus. Do diretor de Cinema, aspirinas e urubus, O homem das multidões e Era uma vez eu, Verônica.

 

Dia 22, domingo, 18h10
AQUARIUS
Brasil/França, 2016, 141’, 16 anos
De Kleber Mendonça Filho
Com Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão
 
Clara mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, no Recife. Jornalista aposentada e escritora, viúva com três filhos adultos e dona de um aconchegante apartamento repleto de discos e livros, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que tem outros planos para aquele terreno: demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento. Melhor Atriz e Diretor nos Prêmios Fénix 2016, Melhor Filme no Festival de Sydney 2016, no Festival World Cinema Amsterdam, no Festival de Transatlantyk, Polônia, e no Festival de Cartagena 2017, Prêmio da Crítica e Melhor Atriz no Festival de Havana 2016, Prêmio do Júri e Melhor Atriz no 20º Festival de Cinema de Lima 2016, Prêmio do Público e Melhor Atriz no Festival de Mar del Plata 2016, Prêmio Especial do Júri e Melhor Atriz no Festival de Biarritz 2016 e Melhor Atriz nos Prêmios Platino de Cinema Ibero-americano 2017.

 

Dia 23, segunda, 18h10, entrada franca
CARNE, OSSO
Brasil, 2011, 65’, 10 anos
De Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
 

Na esteira do aumento do consumo de carne e frango no País e da exportação alcançada pelos frigoríficos brasileiros, as jornadas de seus trabalhadores vêm se tornando cada vez mais estafantes, penosas e perigosas. A exigência de um rendimento crescente nas linhas de produção obriga os funcionários a uma rotina progressivamente mais rápida, implicando a realização de diversos movimentos repetitivos por minuto, o que vêm levando a inúmeros problemas de saúde. Tendinites, dores, artroses, atrofias de nervos, problemas de juntas e de coluna integram o quadro de doenças profissionais do setor, muitas vezes responsáveis pela incapacitação de diversos empregados – alguns deles, não só para funções no mercado dos frigoríficos, mas para todo e qualquer trabalho, em faixas etárias relativamente jovens. Prêmio Vladimir Herzog 2013 de Melhor Documentário.

 

Dia 23, segunda, 19h30
HÍBRIDOS, OS ESPÍRITOS DO BRASIL
Brasil/França, 2017, 85`, 14 anos
De Priscilla Telmon e Vincent Moon

O filme desvela um dos grandes assuntos da nossa geração – a espiritualidade está em voga em nossa sociedade e o seu epicentro é o Brasil. Desde a maior procissão católica do mundo a um desconhecido ritual indígena no Mato Grosso, de passes de cura em centros espíritas a novos rituais com ayahuasca em São Paulo, o documentário revela os laços fraternos entre curandeiros, xamãs, místicos, devotos e iniciados. Sem comentários ou entrevistas, o filme é uma jornada musical através dos diversos rituais, enquanto tece, aos poucos e meticulosamente, um novo ritual – um ritual cinematográfico.

 

Dia 24, terça, 18h10
ERA O HOTEL CAMBRIDGE
Brasil, 2016, 93’, 12 anos
De Eliane Caffé
Com Carmen Silva, José Dumont, Suely Franco, Isam Ahmad Issa
 
Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas. Prêmio da Crítica Internacional e Melhor Filme – Voto Popular no Festival Internacional do Rio de Janeiro 2016.

 

Dia 25, quarta, 18h10
RIFLE
Brasil, 2016, 89`, 14 anos
De Davi Pretto
Com Dione Ávila de Oliveira, Andressa Nogueira Goularte, Evaristo Pimentel Goularte
 
Dione é um jovem com hábitos estranhos, que vive isolado em uma região rural e remota do sul do país. Mas toda a tranquilidade do local é abalada quando um rico latifundiário tenta comprar a pequena propriedade da família para quem ele trabalha. O jovem então começa a carregar sempre um rifle, de forma a defender seu território. Prêmio da Crítica, Melhor Roteiro e Melhor Som no Festival de Brasília 2016.

 

21h – Dias 22 e 24, Pré-estreia
ROGÉRIO DUARTE, O TROPIKAOSLISTA
Brasil, 2015, 89’
De José Walter Lima

O filme mergulha na vida e na obra de Rogério Duarte buscando encontrar o indivíduo que existe por trás do personagem. O documentário retrata a trajetória de uma das figuras seminais das artes e do pensamento brasileiro dos últimos 50 anos. Músico, compositor, artista gráfico, um dos criadores do Tropicalismo, Rogério sempre esteve por trás – e sempre à frente – de tudo que havia de mais moderno e contemporâneo na cultura brasileira nos vitais anos das décadas de 1960 e 1970. Como disse Glauber Rocha a Caetano Veloso, em certa ocasião: “Não esqueça Caetano, que por trás de todos nós está Rogério Duarte.”

 

21h – Dias 21, 23 e 25, entrada franca
O MURO
Brasil, 2016, 87’
De Lula Buarque de Hollanda
 
Nas manifestações em 2015 no Brasil contra e a favor da então presidente Dilma Rousseff, o diretor Lula Buarque e a roteirista Isabel de Luca procuram destacar a voz das pessoas e suas opiniões sobre a política nacional. Para eles, o diálogo é tudo, já que na falta dele são construídos muros.

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INGRESSOS

Inteira – R$ 14,00 | Meia – R$ 7,00
(Exceto segundas-feiras)

Segunda-feira  -R$ 4,00
(Promoção “Meia-entrada para todos”)

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