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UFF - Universidade Federal Fluminense

Maria!

Sessões:
01/02 (Sex) 20:00 - 02/02 (Sab) 20:00 - 03/02 (Dom) 19:00
08/02 (Sex) 20:00 - 09/02 (Sab) 20:00 - 10/02 (Dom) 19:00
15/02 (Sex) 20:00 - 16/02 (Sab) 20:00 - 17/02 (Dom) 19:00

 

O Teatro da UFF recebe, de 08 a 17 de fevereiro, sextas a sábados às 20h e domingos às 19h, o espetáculo Maria!, com dramaturgia e atuação de Claudio Mendes.

A peça é uma organização das crônicas e canções de Antônio Maria, costuradas de modo a constituírem um enredo. O tempo cronológico do espetáculo é o de um dia na vida de Maria, o dia de seu aniversário, mas suas lembranças é que dão o tom biográfico que cria o enredo da peça. Maria! resgata o poeta e o retrata em Copacabana, bairro no qual viveu a maior parte de sua vida. A direção é de Inez Viana.

“Falar do Antônio Maria hoje é, de certa forma, entrar em contato com um Rio menos ansioso e violento, onde o que reina na noite são os boêmios e os poetas”, comenta Inez Viana.

O espetáculo começa com o artista voltando para casa, um apartamento de quarto e sala em Copacabana, com o dia amanhecendo, vindo de mais uma noitada boêmia. Faz uma ode ao Rio de Janeiro, cidade que escolheu para viver e também critica seu abandono. Antes de dormir, fala sobre cansaço, velhice e sua vida irrequieta. Adormece, enfim, e ao acordar entre as várias tarefas que tem para cumprir, escrevendo crônicas para a rádio e para o jornal, conversa sobre feiura, velhice, solidão, amor, trabalho, dívidas, insatisfações. Sem conseguir escrever uma linha, nem sobre si mesmo, ele abre o seu diário e relembra o Carnaval de sua infância no Recife, sua chegada ao Rio de Janeiro, na Lapa dos anos 40, cheio de deslumbramentos. Ao anoitecer, ele sai de casa e segue para o Sacha’s, como sempre, e lá encontra seus amigos: Vinícius, Di Cavalcanti, Maysa e lamenta a perda de sua amiga querida, Dolores Duran, de quem se recorda com muita saudade. Dia amanhecendo, nosso cronista volta para casa pela orla, onde o “colar de pérolas” ainda aceso vai se apagando com a luz da manhã. Ele fala sobre Copacabana, bairro onde morou boa parte de sua vida e onde morreu. Chegando em casa ele só quer o merecido descanso, o sossego. É apenas mais uma noite de sono, mas podemos imaginar que possa ser a última. O Menino Grande deixa-nos um último samba, melancólico, mas cheio de humor, como era o próprio, Antônio Maria.      

A respeito de sua atuação, Claudio Mendes comenta que “não há uma tentativa de mimetizar o personagem Antônio Maria, reproduzindo sotaques, trejeitos e voz, porém o texto é todo dito em primeira pessoa. Então, é o Antônio Maria na voz do ator Claudio Mendes”. E citando seu envolvimento com este trabalho, Claudio diz que “minha alma colou na do Maria desde a primeira leitura. Nesse espetáculo quero tentar traduzir, para o teatro, toda beleza, poesia, humor, acidez, ironia e graça das palavras deste grande cronista, poeta e compositor. Quero emprestar a ele o meu melhor, como ele me deu o melhor que havia nele e fazê-lo chegar às pessoas. Acho o momento perfeito para se ouvir Antônio Maria”.

Sobre Antônio Maria - Nascido em 17 de março de 1921, no Recife, foi um dos maiores escritores de todos os tempos. Cronista admirável, com pleno domínio e intimidade com a língua portuguesa, falava e escrevia com exigência de estilo, beleza poética e técnica de mestre. Seu primeiro emprego, aos 17 anos, foi o de apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco. Em 1940, se mudou para o Rio de Janeiro para ser locutor esportivo na Rádio Ipanema. Em 1947, se tornou diretor artístico da Rádio Tupi. Convocado por Assis Chateaubriand, foi o primeiro diretor de produção da TV Tupi, inaugurada em janeiro de 1951. Durante mais de 15 anos, escreveu crônicas diárias para O Jornal. Em 1952, Maria foi um dos primeiros contratados da Rádio Mayrink Veiga. Em 1957, com Ary Barroso, apresentou o programa “Rio, Eu Gosto de Você”, na TV Rio. No Jornal O Globo, em 1959, manteve a coluna Mesa de Pista, transferindo-se então para o jornal Última Hora.

Antônio Maria foi ainda um dos compositores mais notáveis da música popular brasileira, criando sambas, sambas-canção, valsas, frevos e alguns prenúncios da bossa nova, que fizeram muito sucesso no Brasil e no exterior. Maria era, além de poeta da alma humana, um documento vivo dos costumes de sua época, incorporando em suas crônicas a linguagem do povo, enriquecendo os dicionários do nosso idioma. A noite do Rio, os modismos dos anos dourados, os seus “personagens”, alegrias e dissabores de encontros amorosos e sua fascinação pelas mulheres, poesia, música, política, esporte, teatro, restaurantes, moda, vida social, humor, amor, está tudo em Antônio Maria, que é autor de obras-primas da música brasileira como Valsa de uma cidade e Manhã de Carnaval, uma das canções brasileiras mais conhecidas no exterior. Muito conhecido por suas canções dor-de-cotovelo como Ninguém me ama e Se eu morresse amanhã, Maria tem uma vasta obra que inclui ainda As suas mãos, Canção da volta e Frevo nº1 do Recife.

Antônio Maria, cardiopata desde a infância, faleceu fulminado por um enfarte do miocárdio na madrugada de 15 de outubro de 1964, em Copacabana, quando se dirigia para o Le Rond Point.

Sobre Claudio Mendes - É ator com mais de 30 anos de carreira e 70 espetáculos realizados com diretores como Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho, seus parceiros mais frequentes e dos quais se considera um discípulo, tendo sido dirigido também por André Paes Leme, Moacir Chaves, Luis Artur Nunes, Bia Lessa e muitos outros. Claudio Mendes foi indicado como Melhor Ator Coadjuvante pelo Prêmio APTR por seu trabalho em Agosto. Está na série brasileira da NETFLIX, O mecanismo, direção de José Padilha, e no elenco de três filmes que lançados em 2018: Simonal, de Leonardo Domingues, protagonizado por Ísis Valverde e Fabrício Boliveira, Carlão e Carlinhos, de Pedro Amorim, com Luís Lobianco à frente do elenco, e Um animal amarelo, de Felipe Bragança.

Inez Viana, diretora - Tem mais de 30 anos de profissão. É atriz, cantora e diretora com várias indicações e prêmios conquistados. Seu talento como atriz é reconhecido entre colegas, público e crítica, a exemplo do sucesso A mulher que escreveu a Bíblia, espetáculo de 2007, com o qual fez várias temporadas e apresentações, festivais e turnês pelo Brasil. Artista importantíssima no cenário teatral carioca, Inez tem muitas contribuições ao teatro nacional como a participação no Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, grupo consagrado nos anos 90, dirigido por Aderbal Freire-Filho. É fundadora e diretora da Cia OmondÉ, com oito anos de trajetória e seis espetáculos em repertório.

Ficha Técnica

Autor: Antônio Maria

Dramaturgia: Claudio Mendes

Direção: Inez Viana

Elenco: Claudio Mendes

Assistente de Direção: Marta Paret

Direção Musical: Ricardo Góes

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurino: Flavio Souza

Produção: Barbara Montes Claros

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Programação Visual: Silvana Andrade

Realização: J.R. Mac Niven Produções Ltda.

08 a 17 de fevereiro de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói - RJ
Ingressos: 40,00 (inteira) / 20,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

 

OBS:

É expressamente proibido entrar com alimentos e bebidas no interior do teatro.

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