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UFF - Universidade Federal Fluminense

Foi-se: histórias que a morte conta

Sessões:
01/02 (Sab) 19:00 - 02/02 (Dom) 19:00 - 08/02 (Sab) 19:00
09/02 (Dom) 19:00 - 15/02 (Sab) 19:00 - 16/02 (Dom) 19:00

 

Em 2020, o Centro de Artes UFF dá início à série “A Literatura no Teatro”, com espetáculos teatrais, baseados e/ou adaptados de textos não teatrais, a serem apresentados no Teatro da UFF, ao longo do novo ano. Muitos escritores se consagraram escrevendo textos no formato de peças, apropriados para serem montados. Em sua elaboração, muitos desses textos já contêm, inclusive, as indicações cênicas ou didascálias, indicações de iluminação e de cenografia, o que, de certa forma, facilita a vida de encenadores e atores na hora em que escolhem determinados textos para interpretarem.

Com a série “A Literatura no Teatro”, o que se deseja é mostrar (e discutir) adaptações teatrais de textos e narrativas escritos quase que exclusivamente para o prazer da leitura, sem terem sido pensados para o palco. Alguns encenadores e diretores, às vezes, escolhem adaptar romances, novelas e contos, impondo-se o desafio de transpor a Literatura para o campo das Artes Cênicas, o que, na maioria das vezes, mostra ser um “recorte” ou um “olhar” materializador sobre aquilo que a leitura individual proporciona quando ativa a imaginação do leitor. O que transforma-se em um jogo bastante desafiador, tanto para o encenador/diretor quanto para o público/leitor.

Para cada espetáculo escolhido para compor esta série, haverá uma ou mais sessões com rodas de conversas ao final, unindo atores, encenadores e um professor/especialista no tema ou no autor da peça selecionada.

Abrindo a série “A Literatura no Teatro”, o espetáculo Foi-se: Histórias que a morte conta, baseado em contos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, fará seis apresentações no mês de fevereiro de 2019, no Teatro da UFF, sábados e domingos, às 19h. A data da sessão com debate será anunciada no final de janeiro.

Depois, em março ou abril, será a vez da peça Missa para Clarice, que reúne textos da escritora Clarice Lispector, selecionados e adaptados pelo diretor, dramaturgo e ator Eduardo Wotizk.

Foi-se: histórias que a morte conta - Contos de terror no Teatro da UFF

A peça, com foco principal no público adolescente, tem direção de Maria Coelho e Gabriel Mendes, com dramaturgia a partir de contos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, que mostram olhares diferentes do imaginário humano sobre a morte, apresentando ao público uma nova maneira de conhecer e se relacionar com as histórias de terror.

Há quem pense que as histórias de terror são criações contemporâneas do cinema que, com todo seu aparato tecnológico, são as únicas capazes de materializar o medo no público. De fato, os filmes de terror multiplicaram seus títulos nos últimos anos, com bilheterias milionárias e obras aclamadas. Mas a literatura de terror é um dos gêneros mais consagrados na história e apresentou nomes como Edgar Allan Por, H.P. Lovecraft, Mary Shelley, Ann Radcliffe, Guy de Maupassant e Stephen King.

Foi-se: histórias que a morte conta é um espetáculo criado a partir de uma longa pesquisa de dez anos sobre os contos de horror e terror. Pensado inicialmente para o público adolescente, carente de produções de arte específicas e que investe horas em maratonas de séries em streaming, o projeto ampliou seu foco e se debruça sobre outro tema, visto como sombrio, triste e sobrenatural - a morte.

“A morte é um assunto que causa sempre um incomodo entre as pessoas. Quando surge no meio de crianças e adolescentes então, não sabemos o que falar e como falar. Mas ela está aí, sendo noticiada diariamente. Por outro lado, as crianças e adolescentes também veem na morte um universo de fascínio sobrenatural. E é a partir desta mistura - do real e do imaginário – que criamos o espetáculo”, revela André Valim, um dos idealizadores.

É claro que a própria figura da Morte não poderia ficar de fora. No espetáculo, são elas - as personificações da Morte - as condutoras e narradoras de todas as histórias, pois são as únicas que presenciam todos os acontecimentos. Neste encontro íntimo, há espaço para o sombrio, para o misterioso, mas também para o cômico, para o riso, estabelecendo uma relação complexa tal qual é nossa própria forma de lidar com a morte.

SINOPSE
Se a Morte pudesse contar suas histórias, como seriam? De suspense, de horror, de terror? Cômicas, nonsense, cotidianas? Ou tudo isto? Foi-se: histórias que a Morte conta abre as portas da sala, oferece um lugar ao sofá e permite que o público ‘reviva’ momentos peculiares que foram acompanhados de perto por essas três senhoras. Ou três senhores...

Com textos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, o espetáculo apresenta histórias que brincam com o imaginário humano em torno da morte – real e sobrenatural.

FICHA TÉCNICA
Textos: “Flor, Telefone, Moça”, de Carlos Drummond de Andrade | “A morte na sala de aula”, de Walt Whitman | “Crianças à venda. Tratar aqui”, de Rosa Amanda Strausz
Tradução - “Death in the School-Room”: Ísis Azevedo
Direção: Maria Coelho e Gabriel Mendes
Elenco: Anderson Lopes e André Valim
Luz: Tadeu Aguiar
Figurino: Valério Bandeira
Músicas: Marcello Sader
Cenografia: André Valim e Day Bertolossi
Supervisão de Cenografia: Daniele Geammal
Assistência de Produção: Juliana Valin
Designer Gráfico: Vitor Gonçalves
Fotos: Fernando Carvalho
Realização: Onírico Cia de Teatro

01 a 16 de fevereiro de 2020
Sábados e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos - R$30 (inteira) e R$15 (meia)
Classificação indicativa - 10 anos

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