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UFF - Universidade Federal Fluminense

FEIO in loco

Sessões:
09/04 (Sex) 20:00 - 10/04 (Sab) 20:00 - 11/04 (Dom) 20:00

 

Montagem da “Dobra” (antiga Cia de Teatro Manual) com adaptação do texto de Pedro Kosovski traz uma fábula sobre biotecnologia como pano de fundo para discutir até onde vai o controle de uma vida.

A Dobra (antiga Cia de Teatro Manual) apresenta, de 12 a 29 de março,” FEIO in loco”, uma experiência teatral online para adultos inspirada na fábula infantil “O Patinho Feio”, de H. C. Andersen. A montagem é encenada na plataforma Zoom utilizando texto em narração e linguagem que mistura teatro gestual, audiovisual, performance e formas animadas. “FEIO in loco” discute o estatuto da “vida” diante dos impasses éticos relacionados à indústria de alimentos e os avanços da engenharia genética. Até onde a natureza pode ser modificada tendo como finalidade o aumento do desempenho e do lucro? Até quando aceitaremos a exploração de animais vivos (patos ou humanos?), seres sencientes, como produtos? Até onde o ser humano é capaz de controlar a natureza?

Assim como na fábula original, acompanhamos a trajetória de Feio, que é diferente de seus pares por não se adaptar aos protocolos sanitários da granja. Entretanto, o cenário aqui não é o de uma idílica vida no campo onde patos vivem livremente, mas o ambiente de uma granja industrial onde a produção de vida é controlada antes mesmo do nascimento até o último estágio do abate. Eles são parte de um processo industrial, filhos da máquina e do capital. Mas, e quando a natureza surpreende o controle biotecnológico?

“FEIO in loco” constrói um retrato delicado e poético do desencantamento de nossas vidas.

A experiência é uma adaptação online do espetáculo "Feio", com texto inédito de Pedro Kosovski (autor dos premiados Caranguejo Overdrive e Tripas), que estreará nos palcos quando tudo voltar ao normal. Enquanto não podem atuar presencialmente, os artistas estão construindo um espetáculo para o ambiente virtual. Cada ator encenará de sua própria casa (por isso o nome in loco) com elementos que ajudarão a contar essa história no espaço digital, além de levarem para a encenação um pouco de suas experiências pessoais com a pandemia e o isolamento.


“Durante o processo, percebemos que muitos recursos e dinâmicas que gostaríamos de fazer em um espetáculo presencial não funcionam na tela. Os corpos dos 4 atores não poderão trabalhar juntos, no mesmo espaço, construindo imagens (que é a base da pesquisa da Dobra, desde o espetáculo Hominus Brasilis). Isso nos obrigou a experimentar outros recursos para contar essa história. Objetos cotidianos (luminárias, máscaras, luvas) e elementos orgânicos (ovos, água, a própria pele, que ganha outra leitura quando vista em close) se transformam em texturas, formas animadas, prolongamento dos corpos”, afirma Helena Marques, que assina a direção e a adaptação do texto.


Dessa forma, “FEIO in loco” se torna uma experiência distinta de um espetáculo presencial gravado. O trabalho é pensado e construído exclusivamente para o ambiente virtual, com suas especificidades técnicas. A trilha sonora também foi pensada para a apreciação em computadores, tablets e smartphones.

A escrita do espetáculo “Feio” parte de uma ideia do desencanto, talvez seja o momento onde há o testemunho maior de desencanto ao nosso entorno.  A noção de humanidade ela está em baixa. Então, diante desse colapso sanitário, biológico, político e social que a gente está vivendo, como ainda é possível inventar, como ainda é possível criar?”, afirma Pedro Kosovski.


Essa é a segunda experiência teatral online da Dobra, conhecida principalmente pelo espetáculo HOMINUS BRASILIS. Em 2020, estreou o trabalho A MULHER QUE SONHAVA, sucesso de público e crítica, com participações no Physical Theater Festival Chicago 2020 – at home (EUA) e no Festival Midrash 2021.]

O projeto “Feio in loco” tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da lei Aldir Blanc. 

 

Sobre a Dobra

A Dobra nasceu em 2011 quando Helena e Matheus – ambos bacharéis em Artes Cênicas pela Unirio - foram a Londres cursar o Professional Development Program, curso de especialização oferecido pela London International School of Peforming Arts. Em 2013, o ator e diretor carioca Julio Adrião se juntou aos artistas com o objetivo de contribuir para o aprofundamento de linguagem, do trabalho do ator e da cena. “Hominus Brasilis” foi o primeiro trabalho da Dobra (na época ainda com o nome Cia de Teatro Manual) e marcou o início de sua trajetória no cenário teatral, resultando na indicação, em 2014, ao Prêmio Shell de Melhor Direção e ao Prêmio Cesgranrio na Categoria Especial, pela pesquisa do espaço cênico através da Plataforma.

No repertório da Dobra ainda tem o infantojuvenil “A menina e a Árvore” (2018) “Vermelha” (2019) e “A Mulher que Sonhava” (2020), criação para o ambiente digital que nasceu no meio da pandemia do coronavírus. Esse trabalho foi a principal atração do Physical Theater Festival Chicago 2020 – at home (EUA) e participou do Festival Midrash 2021. Ao longo de sua trajetória, a Dobra já representou o Brasil no Chicago Physical Festival 2016 (EUA), Beijing Comedy Week 2107 (China), FETI – Festíval Efímero de Teatro Independiente 2017 (Argentina) e FITA - Festival de Teatro do Alentejo (Portugal).

Pedro Kosovski (autor)

Dramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas da PUC-RIO. Suas obras foram apresentadas nos principais festivais do Brasil, em Portugal, Colômbia e, em 2020, na França. Vencedor de dois prêmios Shell 2015 e 2017 (“Caranguejo Overdrive” e “Tripas”), prêmio Cesgranrio 2015 (“Caranguejo Overdrive”), prêmio Questão de Crítica 2012 e 2014 (“Cara de Cavalo” e “Edypop”), prêmio CBTIJ 2016 e Zilka Salaberry 2016 (“Tãotão”). Três de suas peças que formam a “trilogia carioca” (“Cara de Cavalo”, “Caranguejo Overdrive”, “Guanabara Canibal”) estão publicadas pela editora Cobogó na coleção Dramaturgias. Já foram encenadas vinte peças de sua autoria dentre as quais a ópera contemporânea “Aquilo que mais eu temia desabou sobre minha cabeça” (2017), em parceria com os artistas holandeses Sjaron Minailo e Anat Spiegel, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2018, o Sesc Ipiranga realiza no projeto “Dramaturgias”, o “ciclo Pedro Kosovski”, onde apresenta  três peças de seu repertório. Em 2019, está indicado aos prêmios APCA 2019 pela dramaturgia de "Kintsugi, 100 memórias" e ao Prêmio Shell 2019 com o texto  “Eu, Moby Dick".

Ficha técnica  

Direção: Helena Marques
Texto: Pedro Kosovski
Adaptação dramatúrgica para versão digital: Helena Marques
Supervisão de cena: Matheus Lima
Colaboração Artística: Julio Adrião
Elenco: Breno Paraizo, Caio Passos, Fabio Lacerda e Reinaldo Dutra
Figurino: Tiago Ribeiro
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Direção Musical: Breno Paraizo
Coordenação de vídeo: Matheus Lima
Fotógrafo: Renato Mangolin
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela que Divulga
Programação visual: Estúdio Cru
Coordenação de projeto: Dobra (Helena Marques e Matheus Lima)
Direção de produção: Pagu Produções Culturais (Bárbara Galvão e Fernanda Pascoal)
Produção executiva: Fernando Queiroz

DOWNLOAD DO PROGRAMA DA PEÇA


Temporada: 09 a 11 de abril de 2021
Sexta a Domingo | 20h
Ingressos:  Gratuito
Transmissão: https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
Classificação: 12 anos

VÍDEO

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