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UFF - Universidade Federal Fluminense

Cavalo

Sessões:
19/11 (Qui) 19:00

 

CAVALO, Experimental, Brasil, 85min, 2020, 12 anos
De Rafhael Barbosa e Werner Salles

Envolvidos num processo artístico, sete jovens dançarinos são provocados a um mergulho em suas ancestralidades.

Primeiro longa-metragem fomentado por um edital público em Alagoas, “Cavalo” representa um marco para a política cultural do estado.


Com direção de Rafhael Barbosa (“O que Lembro, Tenho”) e Werner Salles Bagetti (“Exu – Além do Bem e do Mal”) o filme utiliza uma linguagem híbrida, entre a ficção, o documentário e a experimentação, para falar sobre a memória da ancestralidade no corpo.

“Desde Exu (2012) temos desenvolvido um projeto artístico que se relaciona com os arquétipos dos orixás e das entidades. Uma pesquisa de oito anos que influenciou na concepção do nosso primeiro longa. Também estávamos estudando a história do Quilombo dos Palmares, uma das maiores narrativas de resistência do mundo, quando entendemos que seria instigante investigar os ecos desse passado no contemporâneo. A ancestralidade foi o caminho encontrado para expressar essa busca”, explica Rafhael Barbosa, responsável pelo roteiro e direção do filme, ao lado de Werner Salles.

“Escolhemos o corpo como signo mais proeminente do filme. Nossas personagens são sete jovens artistas alagoanos, rappers, Bboys e Bgirls, dançarinos e dançarinos de diferentes gêneros.  E alguns deles são cavalos (como são chamados os médiuns na Umbanda e o Candomblé), condição que potencializa a capacidade de expressão corporal” completa Werner.  

“O contato com as histórias das personagens transformou o roteiro do filme. Nas audições fomos confrontados com relatos muito ricos, histórias poderosas. Enxergamos nessas sete trajetórias elementos que se complementam para criar uma só narrativa”, diz Rafhael Barbosa.  

Compõem o elenco de protagonistas Alexandrea Constantino, Evez Roc, Joelma Ferreira, Leide Serafim Olodum, Leonardo Doullennerr, Roberto Maxwell  e Sara de Oliveira. O grupo foi selecionado após um teste de elenco, e passou a conviver num intenso processo de preparação. Uma imersão artística que é mostrada no filme como um de seus eixos narrativos.

Num processo de criação em coautoria, os personagens foram provocados a construir performances inspiradas pelo arquétipo do cavalo e suas muitas simbologias.  

Para Werner Salles, o filme também é um mergulho nas possibilidades do inconsciente. “Cavalo também é um arquétipo do inconsciente, uma metáfora do corpo, da força, da psique. E o filme dialoga diretamente com essas questões. A intuição foi o guia, não só nas performances das personagens, mas desde a concepção até a montagem final. Somos todos cavalos nesse processo”, explica o diretor.

Segundo os diretores, apesar da linguagem provocadora, “Cavalo” tem potencial pode alcançar uma trajetória popular.

“O filme não tem uma narrativa clássica. Seguimos o caminho do cinema de poesia, mas sempre com uma vontade de se conectar com o público por meio da sensibilidade. Num momento em que a intolerância religiosa e os diversos preconceitos avançam de maneira preocupante no país, “Cavalo" é um grito poético que deve reverberar”, diz Rafhael.  

Sessão seguida de debate com Alexandrea Constantino, Evez Roc, Joelma Ferreira, Leide Serafim Olodum, Leonardo Doullennerr. Mediação de Eduardo Borghi.

Biografia: Rafhael Barbosa é graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas. Atuou como repórter, curador de mostras, produtor cultural e redator publicitário. Realizou os filmes “Chimarrão, Rapadura e Outras Histórias” (2008); “KM 58” (2011), e “O que Lembro, Tenho” (2013), “Tempo de Cinema” (2014), “Jangada de Pau” (2014) e “A Feijoada da Vovó Maria Conga”. Werner Salles é jornalista, documentarista, roteirista e designer gráfico. Escreveu e dirigiu “Imagem Peninsular de Lêdo Ivo” (2003) e “História Brasileira da Infâmia – Parte 1” (2005), além dos médias-metragens “Interiores ou 400 Anos de Solidão” (2012) e “EXU – Além do Bem e do Mal” (2012). É vencedor do Troféu Candango no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pelo roteiro do documentário "Tudo Isto me Parece um Sonho", dirigido por Geraldo Sarno.


19 de novembro de 2020
Quinta | 19h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial/

nac 12 grátis

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Inteira – R$ 16,00 | Meia – R$ 8,00
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