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UFF - Universidade Federal Fluminense

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ORQUESTRA SINFÔNICA DO FESTIVAL
ORQUESTRA DE CÂMARA DO FESTIVAL
CORAL DO FESTIVAL
BANDA RENASCENTISTA DO FESTIVAL

Festivais de música são importantes iniciativas socioculturais promovidas nas principais cidades ao redor do planeta que além de festejar e estimular a prática da arte musical, proporcionam a transmissão, troca de conhecimento e experiências entre professores, alunos, artistas convidados e público. Tais eventos ainda impactam diretamente na economia dos municípios onde estão sediados, gerando recursos através do estímulo ao turismo e à vida cultural e social locais.

O Festival Conexões Musicais será realizado no período de 22 a 29 julho de 2018, na Universidade Federal Fluminense, e terá como foco principal a música de concerto e suas variedades de repertórios e formações instrumentais.

As atividades pedagógicas serão diárias, no período da manhã e tarde, com ensaios, aulas, palestras, oficinas e master classes, com uma programação intensa de concertos, incluindo o de encerramento, após o qual será realizada a Feira Medieval, ambientada nos Jardins da Reitoria da UFF.

Os docentes serão músicos e professores da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO, do Quarteto de Cordas da UFF e do Grupo Música Antiga da UFF, além de professores convidados.

Todas as atividades serão abertas ao público com entrada franca. Apreciadores, estudantes de música, pesquisadores e comunidade em geral terão oportunidade para troca de experiência e conhecimento.

Sobre o homenageado

Edino Krieger é uma referência para musicistas e estudiosos de música por sua consagrada trajetória profissional, de forte cunho socioeducativo, e que percorre as múltiplas dimensões de crítico, produtor musical e compositor. Seu trabalho é marcado pela compreensão da importância da música na educação e para a inserção dos indivíduos nas problemáticas da vida e do mundo.

Nascido em Brusque (Santa Catarina, 17/03/1928), iniciou estudos de violino com seu pai, aos sete anos e, aos 15, transferiu-se para o Rio de Janeiro, a fim de prosseguir sua formação no Conservatório Brasileiro de Música, onde estudou com H. J. Koellreutter. Em 1945, passou a integrar o Grupo Música Viva e, em 1948, iniciou estudos com Aaron Copland, em Massachussets. De volta ao Brasil, em 1950, exerceu as funções de produtor e diretor musical na Rádio Ministério da Educação; de crítico musical no jornal Tribuna da Imprensa, e organizou a Orquestra Sinfônica Nacional, atual OSN UFF.

Na OSN atuou como assessor e diretor musical, membro do conselho artístico e regente assistente, a convite de Francisco Mignone, primeiro maestro titular da OSN. De espírito inovador, brilhou também na Presidência da Fundação Museu da Imagem e do Som (RJ) e na diretoria do Instituto Nacional de Música da Funarte. Dirigiu a divisão de música clássica da Rádio JB e escreveu críticas no Jornal do Brasil durante décadas, buscando interferir nas políticas culturais de modo a promover a formação musical de qualidade, e discussões estéticas relevantes. Divulgava vários concursos nacionais e internacionais que deram oportunidade ao aparecimento de novos talentos na música. 

Em 1976 assumiu a direção artística da Fundação de Teatros do Rio de Janeiro e, três anos depois, criou o Projeto Memória Musical Brasileira/PRO-MEMUS. Considerado de importância fundamental para o desenvolvimento e preservação da música brasileira, particularmente dos períodos colonial e contemporâneo, levando muitos estudiosos a dividir a produção musical brasileira em duas fases: antes e depois de Edino Krieger.

Durante a década de 1960, seguindo o exemplo das orquestras europeias, como a da BBC e a Bayerische Rundfunk de Munique, atuou no Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa para divulgar a música brasileira e contemporânea, ambas minoritárias na programação das orquestras do país na época. Criou, em 1975, as Bienais de Música Contemporânea do Rio de Janeiro, que se mantêm até hoje como espaço de promoção de novos talentos.

Suas composições enriqueceram o repertório solista, camerista, coral e orquestral brasileiro, destacando-se por transitar, com requinte e domínio das técnicas de composição, em diferentes gêneros da música popular brasileira.

Dentre os prêmios e honrarias que recebeu estão: Prêmio Internacional da Paz do Festival de Varsóvia (1955), Prêmio da Fundação Rottelini de Roma (1955), Medalha de Honra do Cinquentenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1959), Troféu Golfinho de Ouro (1969 e 1988), Comenda da Ordem Cultural do Ministério da Cultura e Belas Artes da Polônia (1985), Medalha do Mérito Cultural Anita Garibaldi, do Estado de Santa Catarina (1986), Prêmio Nacional da Música do Ministério da Cultura (1994) e Medalha Pedro Ernesto (Rio de Janeiro).

Aos 90 anos, ocupa a cadeira nº 34, da Academia Brasileira de Música, instituição da qual também foi presidente.

 

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